- METAL CONTRA AS NUVENS -


"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" (Antoine de Saint-Exupéry)

Li esse livro pela primeira vez quando tinha uns dez ou onze anos, e depois disso o reli várias vezes. Na verdade, acho que todo mundo, crianças, adolescentes e adultos, deveriam ler "O Pequeno Príncipe" pelo menos uma vez na vida! Mas não é exatamente sobre o livro que eu quero falar...

Há alguns dias, vi que minha prima alterou a mensagem que ela usava no MSN, que passou a ser a seguinte: "Tu te tornas responsável pelo que cativas." "Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que fez tua rosa tão importante."

Por conta disso, passei um tempo razoável divagando sobre o significado dessas frases... e, conseqüentemente, sobre a responsabilidade que nós temos sobre os sentimentos que despertamos nas pessoas. E cheguei à seguinte conclusão: NÓS NÃO SOMOS RESPONSÁVEIS PELOS SENTIMENTOS DE NINGUÉM!!! Pelo menos não de maneira absoluta! Não temos como controlar ou evitar que alguém nos ame ou nos odeie, ou que sinta qualquer coisa em relação à gente! MAS DEVEMOS SER RESPONSÁVEIS NO TRATO DE TAIS SENTIMENTOS, A PARTIR DO MOMENTO QUE DELES TOMAMOS CIÊNCIA, não alimentando ódio ou rancores, e também não alimentando falsas expectativas de amores que não serão correspondidos... ou seja, não somos responsáveis pelo que as pessoas sentem por nós, MAS NOS TORNAMOS RESPONSÁVEIS POR TODO O SOFRIMENTO QUE CAUSARMOS DELIBERADAMENTE A ESSAS PESSOAS EM VIRTUDE DE TAIS SENTIMENTOS!

Já com a segunda afirmação eu concordo plenamente: grande parte das coisas e das pessoas que conhecemos é fruto do modo como as vemos e como as tratamos, ou seja, do quanto nos dedicamos a elas. Nisso Saint-Exupéry estava coberto de razão... afinal, a beleza sempre está nos olhos de quem vê! 



Escrito por Roberta Atisano às 22h13
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O cinema está de luto

Na última sexta-feira, 26 de setembro, o cinema mundial perdeu um de seus maiores astros. Paul Leonard Newman nasceu em 26 de janeiro de 1925, em Cleveland, EUA, e atuou no cinema, no teatro e nos palcos da Broadway. Nos mais de 60 longas dos quais participou (e o meu preferido, de longe, é "Gata em Teto de Zinco Quente" , de 1958, que até parecia prever um pouco do drama pessoal vivido pelo ator fora das telas), Paul Newman foi indicado dez vezes ao Oscar, mas só ganhou a estatueta em 1987, por sua atuação em "A Cor do Dinheiro" , dirigido por Martin Scorcese (o que comprova a minha teoria de que a Academia é uma farsa e só premia quem quer!).

Mais do que o grande astro de olhos azuis, o mundo perdeu um homem que dedicou muito de sua vida (e do seu dinheiro) à caridade e às crianças com doenças graves, além de combater o uso das drogas por jovens no mundo inteiro após a perda de seu único filho homem (ele teve mais seis meninas), em 1978, vítima de uma overdose. Nos últimos dez anos, Newman investiu/doou mais de duzentos mil dólares a campanhas e instituições de caridade, de combate às drogas, ao câncer infantil e às crianças refugiadas de países em guerra. Dentre seu legado, destaca-se a fundação "Hole in de Wall Camps".

O cinema chora a perda de um astro, mas o mundo chora a perda de um ser humano que ainda se importava. 



Escrito por Roberta Atisano às 20h10
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