- METAL CONTRA AS NUVENS -


Como prometido...

Um visual natalino no mês de dezembro...

E que todos possam se lembrar do real significado do dia de Natal, apesar da relação com o Bom Velhinho aí em cima...



Escrito por Roberta Atisano às 23h28
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O tempo passa...

Hoje foi a Formatura do Elias no Jardim II... no ano que vem ele vai para a 1ª série... é óbvio que, como toda mãe coruja que se preze, chorei pra caramba, principalmente com a retrospectiva no telão, no qual, durante todo o evento, foram exibidas fotos dele e dos coleguinhas quando ainda eram bebês, e outras que mostravam como todos eles iam crescendo...

É, hoje eu senti que não temos como controlar o tempo, e nem como evitar que os nossos "bebês" cresçam. Sempre ouvi minha avó dizer que criamos nossos filhos para o mundo, e eu mesma disse isso para a minha mãe quando, em 2002, meu irmão mais velho se casou e saiu de casa... mas passar pela experiência e, guardadas as devidas proporções, sentir na pele toda a impotência de não poder deter o tempo, nem fazer com que ele passe mais devagar, e a sensação de que acabamos por nos tornar meros expectadores das nossas próprias vidas, vendo nossos filhos crescerem, mas não passando muito tempo com eles, até na expectativa de que, com isso, eles tenham uma vida melhor, materialmente falando... não sei, me causou uma mistura de sensações, boas e ruins, alegres e tristes, começando pela emoção da cerimônia em si (eu sou uma pata-choca mesmo), voltando no tempo até a chegada tão esperada dele, passando pelas dificuldades e pelos momentos de aflição, pelas noites mal-dormidas quando ele tinha febre ou outra coisinha de criança, e indo longe, já chegando nas neuras que com certeza eu vou ter daqui a uns dez anos... mas sem fugir do inevitável fato de que "o meu bebê cresceu", de que ele não fala mais "lalo" em vez de cavalo, nem "tilisão" em vez de televisão, e de que realmente, como dizia a minha avó, criamos nossos filhos para o mundo! E quanto mais cedo tivermos consciência disso, menos sofremos (exceto de ansiedade, esta permanece!).

O que nos resta? Tentar fazer um bom trabalho e torcer para que eles sejam boas pessoas, seres humanos nesse mundo louco no qual (sobre)vivemos hoje; e torcer ainda para que eles sejam, não médicos ou advogados, homo ou héteros, mas FELIZES, com a escolha que fizerem... o papel dos pais não termina com a maioridade; o apoio, o carinho, os conselhos e, enfim, o "colo", devem ser dados sempre, a todo momento, mesmo sem concordar com as decisões tomadas e as escolhas feitas. Essa é a nossa função! E toda noite eu peço a Deus que me ajude a cumprir a minha. Amém!



Escrito por Roberta Atisano às 22h38
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