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"Lua Nova" ("New Moon" - Stephenie Meyer)

"(...) Para Bella Swan, há uma coisa mais importante do que a própria vida: Edward Cullen. Mas estar apaixonada por um vampiro é ainda mais perigoso do que ela poderia ter imaginado. Edward já resgatara Bella das garras de um monstro cruel, mas agora, quando o relacionamento ousado do casal ameaça tudo o que lhes é próximo e querido, eles percebem que seus problemas podem estar apenas começando (...)". Apesar de trazer novas informações sobre a família Cullen, e como já se podia imaginar, algumas complicações para o improvável e desafiador romance de Bella e Edward, "Lua Nova", segundo livro das 'crônicas vampirescas' de Stephenie Meyer (o termo, na verdade, foi cunhado por Anne Rice, de "Entrevista com o Vampiro"), decepciona se comparado ao primeiro, "Crepúsculo". Depois da 'sábia' decisão de Edward em deixar Forks e Bella (para o bem da moça, claro, porque para ela seria melhor que ele nunca tivesse existido), a garota fica extremamente deprimida, e meio maluca também, diga-se de passagem, proibindo-se a si mesma de pensar no amado, mas, ao mesmo tempo, alimentando ilusões nas quais ela ouve sua voz, ou melhor, suas repreensões e suas súplicas para que ela supere o rompimento sem fazer qualquer idiotice... Edward fica fora por meses, então temos capítulos e mais capítulos de lembranças dolorosas (para Bella), lágrimas, letargia e, depois, tentativas desesperadas de colocar a própria vida em risco na esperança de que ele volte para salvá-la (como sempre fez)... some-se a isso um amigo apaixonado que se contenta em apenas ficar ao lado dela. Resumindo, o livro só volta a ficar interessante quando os Cullen voltam a Forks e levam Bella a Volterra, na Itália, para que, desta vez, ela salve a 'vida' de Edward, que, por conta de um mal-entendido, pensa que a amada está morta e decide que não vale mais a pena continuar existindo... Ainda assim, não dá pra negar que a autora se dedicou à pesquisa para escrever seu romance. Por enquanto, mesmo sendo tão teatrais quanto Lestat, Louis e Armand, os vampiros de Stephenie Meyer se mostram bem mais críveis do que os de Anne Rice, que, de acordo com a Time, pode perder àquela o título de "Rainha da Fantasia".
Escrito por Roberta Atisano às 19h28
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"O filho que eu quero ter" (Toquinho/Vinícius de Moraes)
"(...) É comum a gente sonhar, eu sei Quando vem o entardecer Pois eu também dei de sonhar Um sonho lindo de morrer
Vejo um berço e nele eu me debruçar Com o pranto a me correr E assim, chorando, acalentar O filho que eu quero ter
Dorme, meu pequenininho Dorme que a noite já vem Teu pai está muito sozinho De tanto amor que ele tem
De repente o vejo se transformar Num menino igual a mim Que vem correndo me beijar Quando eu chegar lá de onde vim
Um menino sempre a me perguntar Um porquê que não tem fim Um filho a quem só queira bem E a quem só diga que sim
Dorme, menino levado Dorme que a vida já vem Teu pai está muito cansado De tanta dor que ele tem
Quando a vida enfim me quiser levar Pelo tanto que me deu Sentir-lhe a barba me roçar No derradeiro beijo seu
E ao sentir também sua mão vedar Meu olhar dos olhos seus Ouvir-lhe a voz a me embalar Num acalanto de adeus
Dorme, meu pai, sem cuidado Dorme que ao entardecer Teu filho sonha acordado Com o filho que ele quer ter (...)" 
No último dia cinco o Elias fez seis anos, e ontem fizemos uma festinha para a família e os amiguinhos dele. Aí fiquei pensando, mesmo depois de todo o cansaço (afinal, no sábado fui dormir às quatro e meia da madrugada fazendo as lembrancinhas, e no domingo, às oito, eu já estava no salão), que filhos são a coisa mais bacana na vida de alguém! Dão trabalho, é verdade, mas se pararmos pra pensar em tudo que existe de lindo e precioso no mundo, pergunto: quanto trabalho um diamante exige para ser lapidado??? Filhos são como um diamante bruto, e cabe a cada um de nós (pais, avós, tios) lapidá-los! Cabe à nós colocarmos todo nosso empenho nesse processo, até deixa-los polidos, brilhantes, e prontos para encarar o mundo, ainda que algumas arestas ainda precisem ser aparadas... o que não podemos esquecer é que eles são nosso reflexo, não como em um espelho, idênticos, mas como em um diamante, onde pequenas imagens se misturam a fragmentos de várias cores, formando um todo completamente novo, mas de onde emergem, numa observação mais atenta, as "lapidadas" da mãe, do pai, dos avôs e avós, dos padrinhos e madrinhas, dos tios e tias, enfim, de todos aqueles que, de alguma maneira, trabalharam na "pedra bruta" até ela se tornar a mais preciosa jóia...
Escrito por Roberta Atisano às 22h56
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