Adeus ao Rei do Pop

Aos cinquenta anos, vítima de uma parada cardio-respiratória ainda sem maiores explicações, Michael Jackson morreu! E com ele vai um pouco da história da música internacional... estresse, overdose de remédios, não importa! Nem os escândalos agora importam! O valor musical é inquestionável, assim como seus problemas com o mundo e até consigo mesmo... A perda artística é imensa. A pessoal, apesar de todos os escândalos, creio que não seja menor. Apesar de polêmico, sempre achei, na verdade, que Michael Jackson era um homem doente... com o sucesso batendo à porta quando ele ainda era uma criança, rodeado de pessoas interesseiras, e sem saber lidar com o que ele mesmo não aceitava (sua origem, sua raça), ele sempre precisou de atenção! "(...) Let airplanes circle moaning overhead / Scribbling on the sky the message He Is Dead / Put crêpe bows around the white necks of public doves / Let the traffic policemen wear black cotton gloves (...)" W.H. Auden
Escrito por Roberta Atisano às 12h20
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
"Marley e Eu" ("Marley & Me" - John Grogan)

Eu vivo atrasada quando o assunto é cinema e literatura... trabalhando, estudando, sendo ainda mãe e esposa, confesso que não tenho tanto tempo gostaria para me dedicar a essas outras coisas das quais gosto muito. Mas, vamos lá. Agradecida mais uma vez à minha fonte inesgotável de informação e cultura (a qual, dentro em breve, será também fonte de vida. Aliás, já está sendo! Parabéns, Pati!), que não permite que meu atraso cultural seja tão abominável, li "Marley e Eu", do jornalista americano Jonh Grogan. Na verdade, o livro permaneceu durante algumas semanas pegando pó no meu armário, mas depois de ler uma crítica um pouco exagerada do André Gazola, resolvi tirá-lo da poeira... "(...) John e Jenny tinham acabado de se casar. Eles eram jovens e apaixonados, vivendo em uma pequena e perfeita casa, sem nenhuma preocupação. Jenny queria testar seu talento materno antes de enveredar pelo caminho da gravidez. Ela temia não ter vindo com esse 'dom' no DNA, justamente porque matara uma planta, presente do marido, por excesso de cuidado - afogando-a. Então, eles decidiram ter um mascote. Vão a uma fazenda, escolhem Marley, ao tomar contato com uma ninhada, porque também ficam encantados com a doçura da mãe, Lily; depois têm uma rápida visão do pai, Sammy Boy, um cão rabugento, mal-encarado e bagunceiro. Rezam para que Marley tenha puxado à mãe, porém suas 'preces' não são atendidas. A vida daquela família nunca mais seria a mesma. Marley rapidamente cresceu e se tornou um gigantesco e atrapalhado labrador de 44 kg, um cão como nenhum outro. Ele arrebentava portas por medo de trovões, rompia paredes de compensado, babava nas visitas, apanhava roupas de varais vizinhos e comia praticamente tudo que via pela frente, incluindo tecidos de sofás e jóias. As escolas de adestramento não funcionaram - Marley foi expulso por ter ridicularizado a treinadora. Mas, acima de tudo, o coração de Marley era puro. Marley repartia o contentamento do casal em sua primeira gravidez e sua decepção quando sobreveio o aborto. Ele estava lá quando os bebês finalmente chegaram e quando os gritos de uma adolescente de dezessete anos cortaram a noite ao ser esfaqueada. Marley 'fechou' uma praia pública e conseguiu arranjar um papel num filme de longa-metragem, sempre conquistando corações ao mesmo tempo em que bagunçava a vida de todo mundo. Por todo esse tempo, ele continuou firme, um modelo de devoção, mesmo quando sua família estava quase enlouquecendo. Assim, eles aprenderam que o amor incondicional pode vir de várias maneiras (...)" Esse é um tipo de amor incondicional e irracional no qual dá pra acreditar... aliás, me disseram esses dias que o amor, se não for irracional, não é amor... não sei, ainda não parei pra pensar no assunto...
Escrito por Roberta Atisano às 12h23
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|