 |
|
|
O final da saga de Stephenie Meyer

"(...) Estar irrevogavelmente apaixonada por um vampiro é tanto uma fantasia como um pesadelo, costurados em uma perigosa realidade para Bella Swan. Empurrada em uma direção por sua intensa paixão por Edward Cullen, e em outra, por sua profunda ligação com o lobisomem Jacob Black, ela resistiu a um tumultuado ano de tentação, perda e conflito, para atingir o momento da decisão final. No momento em que Bella faz sua escolha, uma corrente de acontecimentos sem precedentes se desdobrará, com consequências devastadoras. No momento em que as feridas parecem prontas para ser cicatrizadas, e os desgastantes confrontos da vida de Bella, resolvidos, isso pode significar a destruição. Para todos. Para sempre. (...)" Acabou. A saga de Edward e Bella chegou ao fim. Pelo menos por enquanto (nem a própria Stephenie Meyer afirma que não escreverá mais sobre os Cullen). Terminei hoje de reler o meu exemplar, agora em português. Final feliz? Óbvio. Sem mortes relevantes nem acontecimentos devastadores. O desfecho foi bastante diplomático, eu diria; bem no estilo de "O Mercador de Veneza", de Willian Shakespeare, a inteligência e a razão vencem a força bruta. Gostei de vários pontos, desgostei de alguns outros, mas o saldo foi positivo. O que mais me atraiu na estória foi a impossibilidade do amor entre eles, a distância imensa que existia entre o Edward e a Bella enquanto esta era humana e frágil; pra mim, o "abismo" entre eles, o fato de eles não serem pares era o que deixava a estória bonita... a luta contra o impossível... mas a Stephenie Meyer fez do impossível possível no último livro e, apesar da minha atração inicial pelo romance, não posso dizer que não gostei totalmente do final. A máxima acabou sendo (não que eu esperasse coisa muito diferente) a de sempre: nunca desista dos seus sonhos, por mais impossíveis que eles possam parecer; sempre existe um lugar no mundo onde você se encaixe... Antes que alguém me bata, não me entendam mal, meninas, eu gostei muito do livro, achei a Renésmee linda (e útil por tirar o Jacob da jogada! rs), o Seth é adorável, e tudo mais... mas, como eu disse antes, a impossibilidade era o que mais me atraía... Mas vamos lá... achei interessantíssima a metáfora da capa para a trajetória da Bella durante a estória; ela começa (ao fundo) como o integrante mais fraco da família Cullen, humana e sem qualquer "poder", representada pelo peão (a peça de "menor valor" no tabuleiro de xadrez), e vermelha talvez pelo fato de ainda ser, à época, humana; depois passa a ser a rainha branca (já vampira e poderosa) quando defende toda a família da investida dos Volturi e se mostra como a peça mais importante do "jogo" que aqueles propõem. A despeito das preferências, achei que a Stephenie Meyer se saiu bem, principalmente se considerarmos o fato (óbvio até) de que ela não tinha uma estória toda pronta quando escreveu "Crepúsculo", e foi então "remendando" os fatos com os outros livros, explicando o que ia acontecendo, o que não é, na verdade, nenhum demérito. Best-sellers ou não, me sinto "orfã" mais uma vez, como quando terminei de ler "A Mediadora" (Meg Cabot). Neste momento, aguardam na minha mesa, não necessariamente nesta ordem: "A Menina que Roubava Livros" (Markus Zusak), "Violino" (Anne Rice) e "Mundo sem Fim" (Ken Follett).
Escrito por Roberta Atisano às 10h39
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
"Diário do Farol" - João Ubaldo Ribeiro

"O homem é o necessário câncer da terra" "(...) 'Diário do farol' é o relato autoral de um clérigo amoral e inescrupuloso, que no outono da sua existência resolve inventariar seu rosário de maldades, perpetradas com requintes extremos desde a infância no seminário - de início, sob o pretexto de vingar os maus-tratos do pai; posteriormente, ainda mais sofisticadas, devido ao desprezo de uma mulher. Auto-exilado numa ilha onde pontifica um farol, o bilioso e mesquinho padre dialoga com o leitor para provocá-lo com uma realidade na qual não há bem ou mal, e assim tentar demovê-lo de qualquer noção redentora. Conseguirá? Para ele, não há transcendência, o Universo nos é indiferente e a todos foi negada essa Revelação. Não por acaso, o farol de sua ilha chama-se Lúcifer, 'aquele que detém a Luz'. João Ubaldo Ribeiro, através de sua prosa, lembra o leitor que não há paradeiro para a crueldade humana - nem na realidade, nem na imaginação dos grandes criadores, nem mesmo na do maior deles (...)" Na tentativa de sanar a minha ignorância plena quanto à obra de João Ubaldo Ribeiro, li "O Diário do Farol", graças a mais um empréstimo literário de uma Patricia (não a mesma de todos os outros, mas, ao que parece, minhas amigas "Patricias" (sem acento) são todas cultas!). O livro narra, em primeira pessoa, a estória de um clérigo sociopata, que teve na vida apenas dois objetivos: matar o próprio pai, que, ao tirar-lhe a mãe, mudou todo o curso da sua vida, e matar a mulher que o desprezou. Sempre me chamou a atenção os autores que se utilizam do eu-lírico de uma forma peculiar, que me faziam esquecer que estava lendo uma obra de ficção e não o relato real de qualquer pessoa. João Ubaldo Ribeiro fez isso comigo em "O Diário do Farol"... pena que a estória fez meu estômago virar e minha cabeça doer... O narrador é um cara cruel, inescrupuloso, amoral, e que necessita muito (apesar de afirmar que não) de reconhecimento e auto-afirmação. Conta suas crueldades como se fossem verdadeiros troféus ganhados no decorrer da sua vida, do assassinato de seus meio-irmãos ao estupro e ao assassinato da única mulher que amou (amou???); a sua arrogância revela alguém que foi só um joguete do destino, provando que simples acontecimentos podem mudar totalmente o destino das pessoas, todas frutos do meio em que são concebidas e criadas. A leitura é difícil, pois a estória é "pesada". Recomendo não por essa, mas pelo autor, cujo estilo combina de forma única ironia e contexto social; docente em poesia na Universidade de Tübigen, na Alemanha, ocupante da cadeira 34 da Academia Brasileira de Letras (antes ocupada pelo jornalista Carlos Castello Branco), recebeu no ano passado o "Prêmio Camões" pelo alto nível de sua obra literária, sendo hoje o principal nome da literatura nacional, frisando-se aqui, ainda que por mera lembrança, que apesar de reconhecer o eventual valor literário que alguém possa atribuir à sua obra, mesmo ocupando um lugar na Academia Brasileira de Letras, Paulo Coelho não é literatura!!!
Escrito por Roberta Atisano às 17h00
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
"Harry Potter e o Enigma do Príncipe" ("Harry Potter and the Half-Blood Prince")

Hun... deram uma bela "enxugada" na estória, o Harry simplesmente acorda interessado pela Gina, e toda a luta final no castelo (onde o Lobo Greyback "morde" um dos Weasley´s) foi ignorada, o que me leva a acreditar que vários acotecimentos do último livro não irão às telas... pena! Ainda assim, vale o ingresso. De toda a franquia, o meu preferido ainda é "O Prisioneiro de Azkaban". Aproveitando a oportunidade e o gancho do filme, que mais uma vez fortalece os laços de amizade entre os protagonistas, FELIZ DIA DO AMIGO para os meus poucos "dedos"! 
Escrito por Roberta Atisano às 10h05
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
 |
| [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |


|
 |