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Há exatos quinze anos, em 29 de julho de 1994, vítima de complicações em um transplante de coração, morria, em São Paulo, Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum.
Nascido em 7 de abril de 1941, no Morro da Cachoeirinha, Zona Norte do Rio de Janeiro, o humorista, ajustador mecânico de formação, começou sua carreira na música, formando, nos anos 60, o grupo "Os Originais do Samba", e ganhou de Grande Otelo, em 1965, o apelido que o tornaria conhecido em todo o Brasil, ao se apresentar em um programa de televisão na TV Globo. O primeiro trabalho humorístico veio em 1967, quando, a convite de Chico Anysio, Mussum participou da "Escolinha do Professor Raimundo", até então apresentada na TV Tupi. O encontro com Renato Aragão e Dedé Sant´Anna aconteceu em 1971, na TV Record. O programa? "Os Insociáveis". Daí para o império Roberto Marinho foram só dois anos; em 1973 o trio foi para a TV Tupi, e com a chegada de um mineirinho chamado Mauro Faccio Gonçalves (o Zacarias), estava formado o grupo humorístico mais engraçado de todos os tempos: "Os Trapalhões". E, com estes, Mussum participou de vinte e sete longas-metragem, além de inúmeros programas e especiais de televisão.
"Os Trapalhões" foi exibido pela Rede Globo até 1995. Em 1990, o grupo perdeu o Zacarias (considerado, por muitos, o melhor Trapalhão!), e, em 1994, "Os Trapalhões" perdia Antônio Carlos. Apesar do talento (incontestável) dos Trapalhões remanescentes, o programa não se sustentou. Perdeu sua característica e um pouco (um pouco não, muito!) da sua razão de existir!
O Mussum sempre foi, de longe, o meu Trapalhão preferido! Como eu ri com todos aqueles "cacildis", com todas aquelas encenações em que ele aparecia travestido de mulher... e não me envergonho em dizer que, aos quinze anos, quando ele morreu, chorei que nem criança... Ele "embalou" a minha infância e parte da minha adolescência, num tempo em que os programas de televisão tinham mais qualidade... as bundas até apareciam, mas as piadas e as trapalhadas as deixavam sem tanto destaque, ao contrário do que vemos hoje. Ganhou o céu, que ficou mais divertido! Perdemos nós, a quem sobraram as "pérolas" exibidas pela televisão brasileira da metade da década de noventa pra cá...
Aos saudosistas resta lembrar das tantas noites de domingo em que esperávamos ansiosos (eu, pelo menos, esperava!) pelas trapalhadas hilárias daqueles quatro cavalheiros. Para matar a saudade (ou para aumentá-la), enquanto não sai aquele prometido box com os melhores momentos de "Os Trapalhões" (previsto ainda para 2009), segue a abertura do programa, não a original, a primeira, mas aquela da qual eu mais me lembro...
Selecionado para o Festival de Filmes de Sundance, o maior festival de filmes independentes dos Estados Unidos, "500 Dias com Ela" ("500 Days of Summer") estréia no Brasil em 13 de novembro (nos EUA a estréia aconteceu na útima sexta-feira). Não é uma estória de amor, é uma estória sobre o amor. Dirigido pelo ainda estreante Marc Webb, traz no elenco a bela Zooey Deschanel (de "Sim Senhor" e "Fim dos Tempos") e o adorável Joseph Gordon-Levitt (de "10 Coisas que Eu Odeio em Você"), e conta a estória de um rapaz que, após ser deixado pela namorada, que não acredita no amor, relembra os dias que passou com ela para tentar descobrir o que deu errado; no caminho, ele redescobre as suas próprias necessidades. Sensível!
A trilha sonora já me ganhou...
Regina Spektor – "Us" The Smiths – "There Is A Light That Never Goes Out" Belle & Sebastian – "The Boy With The Arab Strap" Black Lips – "Bad Kids" The Smiths – "Please, Please, Please, Let Me Get What I Want" Patrick Swayze – "She’s Like The Wind" Jack Penate – "Have I Been a Fool?" The Doves – "There Goes the Fear" Hall & Oates – "You Make My Dreams" Temper Trap – "Sweet Disposition" Carla Bruni – "Quelqu’un M’a Dit" Black Lips –"Veni, Vidi, Vici" Paper Route – "The Music" Feist – "Mushaboom" Regina Spektor – "Hero" Spoon – "Infinite Pet" Simon & Garfunkel – "Bookends" Wolfmother – "Vagabond" Mumm-Rah – "She’s Got You High"
Do festival, ainda quero ver "Grace", mas não com o mesmo entusiasmo...
"Quando o destino trai o coração, o amor não deixa escolha." ("Tristão e Isolda" ("Tristan + Isolde"))
Meu sobrinho Yuri e minha prima-quase-sobrinha Juliana passaram o final de semana com a gente e, enquanto os pequenos assistiam "A Liga da Injustiça", o Márcio, a Juju e eu assistimos "Tristão e Isolda", do Ridley Scott. A estória todo o mundo já conhece, e essa versão, diferente da lenda celta, e protagonizada por James Franco ("Homem Aranha", "Um Crime Americano") e Sophia Myles ("Anjos da Noite"), é bem fraquinha, bem Sessão da Tarde... na lenda, a força do amor entre os dois jovens é explicada pela poção mágica que ambos ingerem; no filme, o diretor Ridley Scott, que se saiu tão bem em "Robin Hood", não conseguiu emprestar tanta força aos seus protagonistas, não demonstrou haver tanta profundidade nos sentimentos de ambos que justificasse o sofrimento e a traição. A adaptação é fraca, mas garante o entretenimento.
"(...) Tristão, excelente cavaleiro a serviço de seu tio, o rei Marc da Cornualha, viaja à Irlanda para trazer a bela princesa Isolda para casar-se com seu tio. Durante a viagem de volta à Grã-Bretanha, os dois acidentalmente bebem uma poção de amor mágica, originalmente destinada a Isolda e Marc. Devido a isso, Tristão e Isolda apaixonam-se perdidamente, e de maneira irreversível, um pelo outro. De volta à corte, Isolda casa-se com Marc, mas Isolda e Tristão mantêm um romance que viola as leis temporais e religiosas e escandaliza a todos. Tristão termina banido do reino, casando-se com Isolda das Mãos Brancas, princesa da Bretanha, mas seu amor pela outra Isolda não termina. Depois de muitas aventuras, Tristão é mortalmente ferido por uma lança e manda que busquem a Isolda para curá-lo de suas feridas. Enquanto ela vem a caminho, a esposa de Tristão, Isolda das Mãos Brancas, engana-o, fazendo-o acreditar que Isolda o traiu. Tristão morre, e Isolda, ao encontrá-lo morto, morre também de tristeza (...)"