"(...) Antônia acreditava que as músicas eram feitas para que nos encaixássemos nelas (...). (...) Faz parte do desafio encontrar a canção certa para o momento certo, e às vezes se começa pelo momento, outras vezes pela própria canção, como se a canção pudesse expandir-se e encarregar-se de construir tudo o que há em volta dela (...)" - Carol Bensimon, "Sinuca embaixo d´água".
A minha relação com a música é delicada. Não porque eu toque alguma coisa, ou seja uma grande entendida do assunto, como são (ou pretendem ser) algumas pessoas que conheço. Nada disso! A minha relação com a música é, e sempre foi, delicada, porque eu não consigo ficar muito tempo sem ela! Eu vou pro trabalho ouvindo música, eu trabalho ouvindo música, eu volto pra casa ouvindo música, eu cozinho e estudo ouvindo música. Pra mim é difícil entrar no carro e não ligar o rádio, ou o MP3, ou o celular mesmo. E, às vezes, determinada música me toma de assalto, não sei bem se pela letra, não sei se pela melodia, ou se pelos dois, mas me toma de um jeito que me obriga a ouvi-la repetidas e incontáveis vezes, até que ela me remeta pra alguma história, alguma lembrança, ou ainda pra um recanto vazio na minha cabeça, se não existirem histórias ou lembranças com as quais ela possa se associar... É uma sensação diferente daquela que você tem quando ouve uma canção cuja letra se "encaixa" na sua vida ou num certo momento dela, parecendo que a letra foi escrita pra (ou por) você... não é bem isso, mas é tão marcante quanto... emocionante até...
Pedi pra uma amiga encher um dos meus MP3 com as músicas que ela gosta (faço muito isso), e assim ela fez... entre o cantar rasgado da Amy Winehouse e o jazz meio melancólico (pra mim) do Chat Baker, estava a música "Aqui", da Ana Carolina, que me causou a sensação estranha que eu tentei descrever...
Parque da Xuxa. "Banho" no Splash. Vídeo-game. Desenho animado. Cinema. "Up: Altas Aventuras". Reflexões. Mc´Donalds com o Elias. "Pinocchio" na tevê. Segredos compartilhados. Carinho dos sobrinhos. Irmãos. Bomba de chocolate. Sol no parquinho. Mais vídeo-game. Carinho de filho. Mais desenho animado. Morango com leite condensado. Decisões.
Assim foi meu feriado. E eu diria que foi produtivo. Principalmente depois de uma semana tããããoooo frustrante!!!
E, neste adiado começo de semana, o que posso dizer é: assistam "Up". As paixões podem ser a roda que faz a vida girar, mas o amor é o que te ampara quando você cai! Assistam o filme e saibam do que eu falo.
Quem tiver a oportunidade de comparecer... o romance é de autoria da Carol Bensimon, a mesma de "Pó de Parede", livro que eu já recomendei por aqui há algum tempo.
Estréia na próxima sexta, 04 de setembro, "Up: Altas Aventuras", o novo longa de animação da Disney-Pixar. Pete Docter, que dirigiu "Monstros S.A." (que lhe rendeu um Oscar) e participou dos projetos de criação de "Toy Story 2" e "Wall-E", agora nos conta a estória de um vendedor de balões viúvo e ranzinza que, aos setenta e oito anos, ao invés de ir para o asilo, resolve realizar o sonho de voar, içado por balões, até à América do Sul.
Na versão tupiniquim, Chico Anísio dá vida ao simpático Carl Fredricksen.
Você já tem o seu blog? Não? Então crie o seu. É de graça.
[Amanda] Ganhei a menina que roubava livros de presente do meu namorado e nem tinha tirado do pacote. Depois de ler seu post, comecei a ler. Mudando de assunto, vi essa brincadeira em um outro blog e passo ela pra você, assim quem te lê pode te conhecer um pouco mais. É assim: são 12 perguntas que você responde no blog e repassa pra mais 5 pessoas. Lá vão as perguntas: 1)5 coisas que você quer fazer antes de morrer. 2)5 coisas que você gosta de fazer. 3)5 coisas que você não gosta de fazer. 4)5 coisas que você adora. 5)5 coisas que você odeia. 6)5 pessoas influentes. 7)5 livros que você recomenda. 8)5 filmes que você recomenda. 9)5 canções que você recomenda. 10)5 atitudes que você recomenda. 11)5 atitudes que você não recomenda. 12)5 pessoas que você indica pra responder as perguntas. Vou voltar depois pra ler as suas respostas. Beijinhos.
28/08/2009 15:54
Esta foi a sexta-feira das enquetes... respondi duas por e-mail e recebi esta da Amanda. Até me lembrei daqueles cadernos que a gente costumava fazer e responder quando éramos adolescentes... Prometi que iria responder, então... vamos lá...
- 5 coisas que eu quero fazer antes de morrer.
ter outro filho;
ir à Disney (nem que seja sozinha);
mestrado;
faculdade de letras;
advogar por filantropia (não que eu nunca tenha feito isso).
- 5 coisas que eu gosto de fazer.
brincar com o meu filho;
ir ao cinema/assistir DVD´s;
ouvir música;
ler (quase tudo o que me cai nas mãos);
fazer palavras-cruzadas.
- 5 coisas que eu não gosto de fazer. (Mas faço!)
audiência;
lavar roupa;
esperar;
dormir com barulho de chuva;
sexo com luz acesa.
- 5 coisas que eu adoro.
o sorriso do meu filho;
dormir abraçadinha com ele quando tá frio;
ouvir as explicaçõezinhas dele para as coisas;
passar o domingo todo em casa sem tirar o pijama;
fazer amor olhando nos olhos.
- 5 coisas que eu odeio.
filme dublado (a não ser que eu esteja vendo com o Elias);
quiabo;
"Pânico na TV";
sapato apertado;
novela.
- 5 pessoas influentes.
meu pai;
minha mãe;
meus avós;
meu irmão;
meu marido.
- 5 livros que eu recomendo. (Difícil foi selecionar só cinco...)
"A Menina que Roubava Livros" - Markus Suzak;
"Tomates Verdes Fritos" - Fannie Flagg;
"O Morro dos Ventos Uivantes" - Émile Brontë;
"São Bernardo" - Graciliano Ramos;
"Razão e Sensibilidade" - Jane Austen.
- 5 filmes que eu recomendo. (Mais uma vez, difícil foi selecionar só cinco...)
"O Curioso Caso de Benjamin Button" - David Fincher;
"Um Beijo Roubado" - Kar Wai;
"Tomates Verdes Fritos" - Jon Avnet;
"Em Algum Lugar do Passado" - Jeannot Szwarc;
"Quatro Casamentos e um Funeral" - Marc Newell.
- 5 canções que eu recomendo. (Nossa!!! Aqui foi difícil mesmo!)
"You Gotta Love Someone" - Elton John;
"Neither One of Us" - Gladys Knight;
"Can´t Get Enough of Your Love, Baby" - Barry White;
"Daniel na Cova dos Leões" - Legião Urbana;
"Flightless Bird, American Mouth" - Iron and Wine.
- 5 atitudes que eu recomendo.
Paciência;
Tolerância;
Caridade;
Respeito;
Gentileza.
- 5 atitudes que eu não recomendo.
Impaciência;
Intolerância;
Mesquinharia;
Desrespeito;
Grosseria.
- 5 pessoas que eu indico pra responder as perguntas.
"Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler" ("A Menina que Roubava Livros" (Markus Suzak)). "Violino" (Anne Rice)
"(...) Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em 'A menina que roubava livros'. Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido de sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona-de-casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, 'O manual do coveiro'. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. E foram esses livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto da sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Mas só quem está ao seu lado sempre e testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é à nossa narradora. Um dia, todos irão conhecê-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena. (...)"
Estava devendo este post sobre "A Menina que Roubava Livros" para a Camila Bononi, e a primeira coisa que sinto que devo dizer, não só a ela, mas a todos que passarem por aqui é: LEIAM!!! Posso dizer que é um dos melhores livros que já li na vida (e olha que eu leio, hein!), e, por conta dele, já me interessei em ler mais da obra do jovem autor australiano Markus Suzak.
O livro conta a estória de Liesel Meminger, uma menina alemã muito pobre que, em virtude de toda a perseguição da 2ª Guerra (seus pais eram comunistas), é adotada por um casal, também muito pobre, que vive num bairro simples de Molching, nos arredores de Munique, e com eles enfrenta toda a agonia dessa época, marcada pelo nazismo de Adolf Hitler, que arrastou milhares de pessoas à destruição. A Morte acompanha a vida de Liesel, do falecimento do irmão, no meio da viagem a Molching, aos furtos dos livros que, como sugere a sinopse, a salvaram de enlouquecer ou mesmo de morrer por conta da guerra. O autor intercala momentos alegres e tristes, sem dar muito tempo para que o leitor desfrute ou lamente. Da adoção de Liesel aos seus dias na escola, do amor puro entre ela e seu melhor amigo, Rudy Steiner, aos furtos (não só de livros) nos arredores da cidade e na casa do prefeito, da educação na Juventude Hitlerista à amizade entre Liesel e Max Vanderburg, um judeu que seus pais adotivos escondem e protegem, arriscando suas vidas, e, finalmente, dos pesadelos em meio a lençóis molhados às estórias divididas na madrugada com o pai adotivo e às letras aprendidas nas paredes do porão, a Morte narra todos os fatos relevantes da infância e da adolescência de Liesel, sempre no limiar entre a alegria e a tristeza, entre a felicidade e a tragédia, a paz e a guerra, o amor e o ódio, e principalmente, entre a esperança e a desilusão. Recomendo muito (assim como recomendo, aos que decidirem ler, a compra de uma caixinha de lenços de papel para acompanhá-los).
Tendo viajado duas vezes a trabalho nessa última semana, ainda consegui ler "Violino", da Anne Rice.
"(...) A escritora gótica Anne Rice retorna ao romantismo selvagem de seus primeiros livros e atravessa séculos e continentes para contar a história de três carismáticas figuras, sensíveis e ligadas entre si por uma arrebatadora devoção à música. Violino se move de uma Viena do século XIX para uma moderna Nova Orleans, passando também por um irresistível e sedutor Rio de Janeiro onde sonhos assumem formas diferentes, pessoas se comunicam com espíritos, santos e deuses se fundem em altares dourados. A personagem feminina é Triana, uma viúva que sonha em ser uma grande artista, mais especificamente uma musicista. Sua paixão pela carreira a conduz a um embate com um romântico e atormentado jovem violinista, Stefan. E especialíssimo: ele é imortal. Stefan utiliza seus dons e o violino mágico para comprometer e dominar as emoções de suas presas. O terceiro personagem só aparece de forma virtual, mas constante: é o espectro de Ludwig von Beethoven. O dramático entrelaçamento das ambições, sonhos e desejos de Triana e Stefan os arrasta para uma terrificante esfera sobrenatural, povoada de reminiscências, delírios, fantasias, horrores e terríveis verdades. A princípio vítima do feitiço do violino mágico de Stefan, seduzida por ele, Triana vai se libertando aos poucos para compreender a força da música e a luta pela própria vida. Fortíssimo em emoções, Violino captura a paixão vulcânica de seus personagens através de um estilo narrativo fascinante. É um autêntico Anne Rice. (...)"
Se vocês conseguirem passar do primeiro terço do livro, extremamente deprimente e absurdamente intimista, recomendo a leitura (mesmo achando patéticas as referências da autora ao Brasil e suas religiões, e ainda ao espiritismo, que sequer nasceu aqui, e sim na Europa)... O personagem masculino (Stefan) é o ponto alto do romance, e, pra mim, deixou a (insossa) protagonista no papel coadjuvante; totalmente passional, sedutor e carismático, ele definitivamente rouba a cena ao dizer as verdades que ninguém quer ouvir, e mesmo traído por Triana (traído não... apunhalado pelas costas), ele abdica (resignado, após um período de extrema revolta e uma tentativa frustrada de vingança) de tudo aquilo por que viveu (e morreu (eu disse que ele é um espírito?!)) por causa dela, por não querer prejudicá-la. Num final bem a la Anne Rice mesmo, a autora ainda tenta redimir sua heroína, mas sem muito sucesso.
O final da sinopse é bastante tendencioso, mas o livro é, de fato, bem passional. Recomendo como uma leitura descompromissada num final de semana chuvoso e sem melhores opções.
Hoje este blog completa seu 1º aniversário. Se é o primeiro de muitos, ainda não sei... só sei que depois de 365 dias, 74 posts, 3464 visitas, 22 filmes/desenhos/animações indicados, 12 livros comentados, 3 indicações como "blog legal" (duas do UOL e uma da Vej@Blog), muitas nuvens e um pouco de metal, me sinto feliz com o meu cantinho virtual... e agradeço a todos vocês que enviaram seus comentários!
Quem me conhece, ainda que superficialmente, sabe que EU ADORO DESENHO ANIMADO E ANIMAÇÕES em geral. Sou fã quase que incondicional dos desenhos da Disney, e apaixonada por "O Estranho Mundo de Jack". Não preciso dizer que, embora não tenha conseguido ver no cinema, estava ansiosa para assistir "Coraline". E não me decepcionei... nem um pouco.
Do mesmo diretor de "James e o Pêssego Gigante" e de "O Estranho Mundo de Jack", Henry Selick (a criação das personagens e da estória é que é do Burton), "Coraline" é baseado no livro infanto-juvenil de Neil Gaiman (que escreveu "Whatever happened to the Cape Crusader" - Batman) em que uma garotinha chamada Coraline Jones muda-se com seus pais workaholics para um enorme e antigo casarão. Aborrecida, ela começa a conhecer seus estranhos vizinhos e a explorar o local - e acaba encontrando um mágico universo alternativo, onde existem amorosas versões de seus pais com botões no lugar dos olhos. Pode parecer um pouco com "Alice no País das Maravilhas", mas não espere isso... o mundo secreto que Coraline descobre é macabro, e as "amorosas" versões de seus pais querem, na verdade, aprisioná-la em seu mundo após trocarem seus olhos por botões.
É fantástico... as cores, o enredo intimista, os efeitos, o desenrolar da trama, a apresentação das personagens e sua interligação com a estória... enfim, tudo! Mas, assim como "O Estranho Mundo de Jack", não é uma animação para crianças, pelo menos não para as mais pequeninas. O Elias assistiu comigo, e, ao final, disse: "nossa... foi assustador, Mamãe!"
Ontem foi Dia dos Pais. Apesar da minha mãe sempre dizer que Dia dos Pais (ou das Mães) é todo dia, acho bacana lembrar disso pelo menos uma vez por ano, como no nosso aniversário... ficamos mais velhos todos os dias, mas deixamos pra comemorar nossa existência apenas uma vez ao longo de trezentos e sessenta e cinco dias... Data comercial ou não, fui almoçar com o meu pai, e passei a tarde lá com ele; comprei um presente (mesmo ele reclamando todo ano do dinheiro que a gente gasta) e minha mãe fez a sobremesa que ele gosta!
Fiquei pensando... existem PAIS e pais. Eu, felizmente, tenho um PAI, daqueles que, mesmo depois dos trinta, a gente pode sentar no colo; daqueles que deixam de fazer por ele pra fazer pelos filhos. Sabem, mesmo casada, vejo meu pai todos os dias... ele me apanha na estação de trem e me leva pra casa, depois de ter ficado com o Elias; como trabalho e comecei a fazer especialização, meu pai, dia sim, dia não, pega minha roupa pra lavar... ele pintava o teto do meu banheiro quando o vapor começava a deixar ele escuro (agora mandamos colocar um teto de pvc no banheiro e ele não precisa mais ser pintado). Brigo com ele porque ele fuma demais, e ele briga comigo porque estou sempre mau humorada... eu grito, ele fala alto, eu me arrependo, choro, ele chora, me abraça, me chama de "bobinha", fala que o "papai" não ficou bravo e a gente faz as pazes... rs. Sou mimada mesmo, ele sempre me mimou, sempre me deu, na medida do possível, tudo o que eu quis... custeou minha faculdade, mesmo quando eu trabalhava (pra ele era uma obrigação), chorou na minha formatura, ficou do meu lado quando eu terminei o namoro (e ficou do meu lado também quando eu reatei), chorou no meu casamento, quando eu saí de casa e quando o Elias chegou... me levava às entrevistas de emprego, me ensinou a andar de tróleibus, de trem e de metrô, e a andar no centro de São Paulo...
Quando eu era criança, de uns sete ou oito anos, ficava sentada na porta do banheiro, vendo ele fazer a barba, com aquele pincel e lâmina antigos, e perguntando as capitais ao redor do mundo... ele sabia todas, e eu achava que ele era o homem mais inteligente que eu conhecia... quando eu precisava fazer algum trabalho de história ou de geografia, sequer olhava pros livros, sentava com o meu pai e ia anotando tudo o que ele me falava... Fui crescendo e achando que ele não era tão inteligente assim; afinal, ele não sabia manejar um computador, nem um celular, não sabe o que é um MP3, e ainda acha que som portátil se resume a um walkman... Mas sou o que sou graças ao meu PAI, e sim, hoje acho novamente que ele é, talvez não o mais, e não o único, mas um dos homens mais inteligentes que eu conheci, e eu rendo a ele todas as minhas homenagens... TE AMO, PAI.
Foi sancionada hoje a nova lei de adoção. Pra quem me conhece, não é novidade o meu interesse pelo assunto. Já até publiquei alguma coisa aqui e ali sobre isso.
Mas vamos lá... nem sei há quanto tempo já existia a expectativa de que mudanças fossem inseridas no processo brasileiro de adoção de menores. Eu, pelo menos, ouço rumores desde 2003, no mínimo; enquanto isso, milhares de crianças cresceram dentro de abrigos, perdendo a chance de serem criadas no seio de uma família (o que, aliás, se não me falha a memória, É UM DIREITO DELAS, GARANTIDO CONSTITUCIONALMENTE, INCLUSIVE)... Acontece que, infelizmente, no nosso querido Brasil varonil, as iniciativas para a adoção de animais são mais abordadas (até porque existe uma ou duas apresentadoras gostosas que militam fervorosamente a favor da adoção dos bichinhos). Não, eu não tenho nada contra os pobres bichinhos, e acho até que eles também merecem um lar, mas me desculpem os entusiastas: cachorro/gato/papagaio/piriquito/tartaruga não é filho, e nem substitui um!!!
Voltemos à lei de adoção. A "nova" lei trouxe algumas mudanças, algumas boas, algumas inúteis, outras péssimas, duas, pelo menos, contraditórias. Não vou enumerá-las; quem quiser dar uma olhadinha, disponibilizei o link lá em cima... mas, dentre as boas, destaco o prazo limite para que as crianças fiquem institucionalizadas e para que o judiciário "resolva" sua situação (agora de dois anos) e ainda a obrigatoriedade da assistência pública às gestantes e/ou mães que pretendam colocar seus filhos para a adoção (quem sabe a medida evite que encontremos bebês em lixeiras pela cidade ou em sacos plásticos em algum rio por aí). Dentre as inúteis: prazos para todos (advogados, promotores, técnicos (assistentes sociais e psicólogos)) e juízes); vejam bem, a inutilidade não está no prazo, mas sim no fato de que estes sempre existiram, só não eram cumpridos (pelo menos não por todos os agentes do processo), e duvido muito que isso mude. Dentre as boas merecem destaque o incentivo às chamadas "famílias acolhedoras" (já praticada por muitos juízes e conselhos tutelares espalhados por aí, evita que as crianças sejam institucionalizadas), e também a autorização para que, quando concedida a adoção, a criança ou o adolescente possa ser registrado na comarca de sua nova família (a princípio, uma mudança boba, mas imagine uma adoção interestadual, São Paulo/Rio Grande do Norte, por exemplo; imagine o transtorno para a obtenção de uma segunda via da certidão de nascimento). Essa última mudança se coaduna ainda com o direito dos adotantes de manter segredo quanto à adoção (apesar de discordar, acho importante que a decisão da família seja soberana, e preservada). Aí vem a contradição: de acordo com a nova lei, quando o adotado completar dezoito anos, ele tem direito ao acesso irrestrito do seu processo de adoção, incluindo (eventualmente) fotos que retratem os maus-tratos e/ou abusos por ele sofridos, os laudos psico-sociais de seus pais biológicos etc, ou seja, ele terá acesso irrestrito à parte da sua história que seria melhor nunca descobrir... como eu disse antes, sou contra o "segredo", acho que eles têm direito de saber a sua história, mas pra quê estampar a rejeição e o sofrimento assim? Total e absurdamente desnecessário, além de conflitante com a legislação anterior, não modificada em relação a esse assunto; ou seja, ainda é direito dos pais adotantes não revelarem ao adotado a sua condição.
Ainda assim, que bom! Que bom que alguém está olhando para os filhos do Brasil! Porque digo a vocês: é mais fácil encontrar sites e matérias sobre adoção de animais do que de crianças, e quanto a estas, se alguém resolver procurar, preparem-se para avalanches de fotos/reportagens sobre a Madonna e a Angelina Jolie. Verdade! You can google it!
Fuçando no Google, descobri que Walt Disney acreditava que era filho adotivo, isso porque os pais dele não tinham sua certidão de nascimento... :) Vai ver que foi por isso que seus estúdios criaram tantas (lindas) estórias sobre adoção...
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Há exatos quinze anos, em 29 de julho de 1994, vítima de complicações em um transplante de coração, morria, em São Paulo, Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum.
Nascido em 7 de abril de 1941, no Morro da Cachoeirinha, Zona Norte do Rio de Janeiro, o humorista, ajustador mecânico de formação, começou sua carreira na música, formando, nos anos 60, o grupo "Os Originais do Samba", e ganhou de Grande Otelo, em 1965, o apelido que o tornaria conhecido em todo o Brasil, ao se apresentar em um programa de televisão na TV Globo. O primeiro trabalho humorístico veio em 1967, quando, a convite de Chico Anysio, Mussum participou da "Escolinha do Professor Raimundo", até então apresentada na TV Tupi. O encontro com Renato Aragão e Dedé Sant´Anna aconteceu em 1971, na TV Record. O programa? "Os Insociáveis". Daí para o império Roberto Marinho foram só dois anos; em 1973 o trio foi para a TV Tupi, e com a chegada de um mineirinho chamado Mauro Faccio Gonçalves (o Zacarias), estava formado o grupo humorístico mais engraçado de todos os tempos: "Os Trapalhões". E, com estes, Mussum participou de vinte e sete longas-metragem, além de inúmeros programas e especiais de televisão.
"Os Trapalhões" foi exibido pela Rede Globo até 1995. Em 1990, o grupo perdeu o Zacarias (considerado, por muitos, o melhor Trapalhão!), e, em 1994, "Os Trapalhões" perdia Antônio Carlos. Apesar do talento (incontestável) dos Trapalhões remanescentes, o programa não se sustentou. Perdeu sua característica e um pouco (um pouco não, muito!) da sua razão de existir!
O Mussum sempre foi, de longe, o meu Trapalhão preferido! Como eu ri com todos aqueles "cacildis", com todas aquelas encenações em que ele aparecia travestido de mulher... e não me envergonho em dizer que, aos quinze anos, quando ele morreu, chorei que nem criança... Ele "embalou" a minha infância e parte da minha adolescência, num tempo em que os programas de televisão tinham mais qualidade... as bundas até apareciam, mas as piadas e as trapalhadas as deixavam sem tanto destaque, ao contrário do que vemos hoje. Ganhou o céu, que ficou mais divertido! Perdemos nós, a quem sobraram as "pérolas" exibidas pela televisão brasileira da metade da década de noventa pra cá...
Aos saudosistas resta lembrar das tantas noites de domingo em que esperávamos ansiosos (eu, pelo menos, esperava!) pelas trapalhadas hilárias daqueles quatro cavalheiros. Para matar a saudade (ou para aumentá-la), enquanto não sai aquele prometido box com os melhores momentos de "Os Trapalhões" (previsto ainda para 2009), segue a abertura do programa, não a original, a primeira, mas aquela da qual eu mais me lembro...
Selecionado para o Festival de Filmes de Sundance, o maior festival de filmes independentes dos Estados Unidos, "500 Dias com Ela" ("500 Days of Summer") estréia no Brasil em 13 de novembro (nos EUA a estréia aconteceu na útima sexta-feira). Não é uma estória de amor, é uma estória sobre o amor. Dirigido pelo ainda estreante Marc Webb, traz no elenco a bela Zooey Deschanel (de "Sim Senhor" e "Fim dos Tempos") e o adorável Joseph Gordon-Levitt (de "10 Coisas que Eu Odeio em Você"), e conta a estória de um rapaz que, após ser deixado pela namorada, que não acredita no amor, relembra os dias que passou com ela para tentar descobrir o que deu errado; no caminho, ele redescobre as suas próprias necessidades. Sensível!
A trilha sonora já me ganhou...
Regina Spektor – "Us" The Smiths – "There Is A Light That Never Goes Out" Belle & Sebastian – "The Boy With The Arab Strap" Black Lips – "Bad Kids" The Smiths – "Please, Please, Please, Let Me Get What I Want" Patrick Swayze – "She’s Like The Wind" Jack Penate – "Have I Been a Fool?" The Doves – "There Goes the Fear" Hall & Oates – "You Make My Dreams" Temper Trap – "Sweet Disposition" Carla Bruni – "Quelqu’un M’a Dit" Black Lips –"Veni, Vidi, Vici" Paper Route – "The Music" Feist – "Mushaboom" Regina Spektor – "Hero" Spoon – "Infinite Pet" Simon & Garfunkel – "Bookends" Wolfmother – "Vagabond" Mumm-Rah – "She’s Got You High"
Do festival, ainda quero ver "Grace", mas não com o mesmo entusiasmo...
"Quando o destino trai o coração, o amor não deixa escolha." ("Tristão e Isolda" ("Tristan + Isolde"))
Meu sobrinho Yuri e minha prima-quase-sobrinha Juliana passaram o final de semana com a gente e, enquanto os pequenos assistiam "A Liga da Injustiça", o Márcio, a Juju e eu assistimos "Tristão e Isolda", do Ridley Scott. A estória todo o mundo já conhece, e essa versão, diferente da lenda celta, e protagonizada por James Franco ("Homem Aranha", "Um Crime Americano") e Sophia Myles ("Anjos da Noite"), é bem fraquinha, bem Sessão da Tarde... na lenda, a força do amor entre os dois jovens é explicada pela poção mágica que ambos ingerem; no filme, o diretor Ridley Scott, que se saiu tão bem em "Robin Hood", não conseguiu emprestar tanta força aos seus protagonistas, não demonstrou haver tanta profundidade nos sentimentos de ambos que justificasse o sofrimento e a traição. A adaptação é fraca, mas garante o entretenimento.
"(...) Tristão, excelente cavaleiro a serviço de seu tio, o rei Marc da Cornualha, viaja à Irlanda para trazer a bela princesa Isolda para casar-se com seu tio. Durante a viagem de volta à Grã-Bretanha, os dois acidentalmente bebem uma poção de amor mágica, originalmente destinada a Isolda e Marc. Devido a isso, Tristão e Isolda apaixonam-se perdidamente, e de maneira irreversível, um pelo outro. De volta à corte, Isolda casa-se com Marc, mas Isolda e Tristão mantêm um romance que viola as leis temporais e religiosas e escandaliza a todos. Tristão termina banido do reino, casando-se com Isolda das Mãos Brancas, princesa da Bretanha, mas seu amor pela outra Isolda não termina. Depois de muitas aventuras, Tristão é mortalmente ferido por uma lança e manda que busquem a Isolda para curá-lo de suas feridas. Enquanto ela vem a caminho, a esposa de Tristão, Isolda das Mãos Brancas, engana-o, fazendo-o acreditar que Isolda o traiu. Tristão morre, e Isolda, ao encontrá-lo morto, morre também de tristeza (...)"
"(...) Estar irrevogavelmente apaixonada por um vampiro é tanto uma fantasia como um pesadelo, costurados em uma perigosa realidade para Bella Swan. Empurrada em uma direção por sua intensa paixão por Edward Cullen, e em outra, por sua profunda ligação com o lobisomem Jacob Black, ela resistiu a um tumultuado ano de tentação, perda e conflito, para atingir o momento da decisão final. No momento em que Bella faz sua escolha, uma corrente de acontecimentos sem precedentes se desdobrará, com consequências devastadoras. No momento em que as feridas parecem prontas para ser cicatrizadas, e os desgastantes confrontos da vida de Bella, resolvidos, isso pode significar a destruição. Para todos. Para sempre. (...)"
Acabou. A saga de Edward e Bella chegou ao fim. Pelo menos por enquanto (nem a própria Stephenie Meyer afirma que não escreverá mais sobre os Cullen). Terminei hoje de reler o meu exemplar, agora em português. Final feliz? Óbvio. Sem mortes relevantes nem acontecimentos devastadores. O desfecho foi bastante diplomático, eu diria; bem no estilo de "O Mercador de Veneza", de Willian Shakespeare, a inteligência e a razão vencem a força bruta. Gostei de vários pontos, desgostei de alguns outros, mas o saldo foi positivo. O que mais me atraiu na estória foi a impossibilidade do amor entre eles, a distância imensa que existia entre o Edward e a Bella enquanto esta era humana e frágil; pra mim, o "abismo" entre eles, o fato de eles não serem pares era o que deixava a estória bonita... a luta contra o impossível... mas a Stephenie Meyer fez do impossível possível no último livro e, apesar da minha atração inicial pelo romance, não posso dizer que não gostei totalmente do final. A máxima acabou sendo (não que eu esperasse coisa muito diferente) a de sempre: nunca desista dos seus sonhos, por mais impossíveis que eles possam parecer; sempre existe um lugar no mundo onde você se encaixe... Antes que alguém me bata, não me entendam mal, meninas, eu gostei muito do livro, achei a Renésmee linda (e útil por tirar o Jacob da jogada! rs), o Seth é adorável, e tudo mais... mas, como eu disse antes, a impossibilidade era o que mais me atraía...
Mas vamos lá... achei interessantíssima a metáfora da capa para a trajetória da Bella durante a estória; ela começa (ao fundo) como o integrante mais fraco da família Cullen, humana e sem qualquer "poder", representada pelo peão (a peça de "menor valor" no tabuleiro de xadrez), e vermelha talvez pelo fato de ainda ser, à época, humana; depois passa a ser a rainha branca (já vampira e poderosa) quando defende toda a família da investida dos Volturi e se mostra como a peça mais importante do "jogo" que aqueles propõem.
A despeito das preferências, achei que a Stephenie Meyer se saiu bem, principalmente se considerarmos o fato (óbvio até) de que ela não tinha uma estória toda pronta quando escreveu "Crepúsculo", e foi então "remendando" os fatos com os outros livros, explicando o que ia acontecendo, o que não é, na verdade, nenhum demérito. Best-sellers ou não, me sinto "orfã" mais uma vez, como quando terminei de ler "A Mediadora" (Meg Cabot).
Neste momento, aguardam na minha mesa, não necessariamente nesta ordem: "A Menina que Roubava Livros" (Markus Zusak), "Violino" (Anne Rice) e "Mundo sem Fim" (Ken Follett).
"(...) 'Diário do farol' é o relato autoral de um clérigo amoral e inescrupuloso, que no outono da sua existência resolve inventariar seu rosário de maldades, perpetradas com requintes extremos desde a infância no seminário - de início, sob o pretexto de vingar os maus-tratos do pai; posteriormente, ainda mais sofisticadas, devido ao desprezo de uma mulher. Auto-exilado numa ilha onde pontifica um farol, o bilioso e mesquinho padre dialoga com o leitor para provocá-lo com uma realidade na qual não há bem ou mal, e assim tentar demovê-lo de qualquer noção redentora. Conseguirá? Para ele, não há transcendência, o Universo nos é indiferente e a todos foi negada essa Revelação. Não por acaso, o farol de sua ilha chama-se Lúcifer, 'aquele que detém a Luz'. João Ubaldo Ribeiro, através de sua prosa, lembra o leitor que não há paradeiro para a crueldade humana - nem na realidade, nem na imaginação dos grandes criadores, nem mesmo na do maior deles (...)"
Na tentativa de sanar a minha ignorância plena quanto à obra de João Ubaldo Ribeiro, li "O Diário do Farol", graças a mais um empréstimo literário de uma Patricia (não a mesma de todos os outros, mas, ao que parece, minhas amigas "Patricias" (sem acento) são todas cultas!). O livro narra, em primeira pessoa, a estória de um clérigo sociopata, que teve na vida apenas dois objetivos: matar o próprio pai, que, ao tirar-lhe a mãe, mudou todo o curso da sua vida, e matar a mulher que o desprezou.
Sempre me chamou a atenção os autores que se utilizam do eu-lírico de uma forma peculiar, que me faziam esquecer que estava lendo uma obra de ficção e não o relato real de qualquer pessoa. João Ubaldo Ribeiro fez isso comigo em "O Diário do Farol"... pena que a estória fez meu estômago virar e minha cabeça doer...
O narrador é um cara cruel, inescrupuloso, amoral, e que necessita muito (apesar de afirmar que não) de reconhecimento e auto-afirmação. Conta suas crueldades como se fossem verdadeiros troféus ganhados no decorrer da sua vida, do assassinato de seus meio-irmãos ao estupro e ao assassinato da única mulher que amou (amou???); a sua arrogância revela alguém que foi só um joguete do destino, provando que simples acontecimentos podem mudar totalmente o destino das pessoas, todas frutos do meio em que são concebidas e criadas.
A leitura é difícil, pois a estória é "pesada". Recomendo não por essa, mas pelo autor, cujo estilo combina de forma única ironia e contexto social; docente em poesia na Universidade de Tübigen, na Alemanha, ocupante da cadeira 34 da Academia Brasileira de Letras (antes ocupada pelo jornalista Carlos Castello Branco), recebeu no ano passado o "Prêmio Camões" pelo alto nível de sua obra literária, sendo hoje o principal nome da literatura nacional, frisando-se aqui, ainda que por mera lembrança, que apesar de reconhecer o eventual valor literário que alguém possa atribuir à sua obra, mesmo ocupando um lugar na Academia Brasileira de Letras, Paulo Coelho não é literatura!!!
"Harry Potter e o Enigma do Príncipe" ("Harry Potter and the Half-Blood Prince")
Hun... deram uma bela "enxugada" na estória, o Harry simplesmente acorda interessado pela Gina, e toda a luta final no castelo (onde o Lobo Greyback "morde" um dos Weasley´s) foi ignorada, o que me leva a acreditar que vários acotecimentos do último livro não irão às telas... pena! Ainda assim, vale o ingresso.
De toda a franquia, o meu preferido ainda é "O Prisioneiro de Azkaban".
Aproveitando a oportunidade e o gancho do filme, que mais uma vez fortalece os laços de amizade entre os protagonistas, FELIZ DIA DO AMIGO para os meus poucos "dedos"!
Em sentido horário: Freddie Mercury, Stevie Ray Vaughan, Sid Vicious, John Lennon, Johnny Cash, Jim Morrison, Elvis Presley, Jimi Hendrix, Bob Marley, Kurt Cobain, Bon Scott, Cliff Burton e Layne Staley
"Rock Nosso que estais na veia, muito escutado seja o Vosso som, venha a nós o riff inteiro, seja feito barulho à vontade, assim em casa como nos shows. Música boa de cada dia nos dai hoje, perdoai nossas loucuras assim como nós perdoamos os pagodeiros e os sertanejos com suas músicas horríveis. Não nos deixeis ir ao pagode, e livrai-nos do axé. Amém."
Apesar de ser até bastante eclética, eu não sou mesmo muito fã de pagode, "sertanojo" e afins (abro um parêntese aqui para esclarecer que: 1. pagode não é samba, e 2. "sertanojo" é diferente de moda de viola), mas, brincadeiras à parte, acho que nenhum outro tipo de música é tão visceral quanto o rock and roll.
Começa hoje a 17ª edição do Festival Brasileiro de Animação, o Anima Mundi. Criado em 1993, o Festival, o maior da América Latina, traz curtas, médias e longas metragens de animação. Nesta edição, 401 filmes de 40 países diferentes serão exibidos. O Brasil terá 66 películas na mostra. Além das animações, o Festival traz oficinas de animação e outras atrações... os visitantes poderão ver como se cria uma stop motion (animação com massinha de modelar), dentre outras coisas.
Chamo a atenção para os longas alemães e ainda para o nacional "Josué e o pé de macaxeira", o qual, acredito, fique entre os finalistas.
Se alguém souber de algo mais divertido do que ir ao cinema no domingo à tarde com seu filho, e ficar comendo pipoca com ele na sala escura enquanto ele "comenta" os traillers e o filme com você encostado no seu colo, me conta... por enquanto, este é o meu top 10!
"A Era do Gelo 3" superou os outros dois longas em ação, embora perca nas piadas. Ainda assim, muito bom!
Aos cinquenta anos, vítima de uma parada cardio-respiratória ainda sem maiores explicações, Michael Jackson morreu! E com ele vai um pouco da história da música internacional... estresse, overdose de remédios, não importa! Nem os escândalos agora importam! O valor musical é inquestionável, assim como seus problemas com o mundo e até consigo mesmo...
A perda artística é imensa. A pessoal, apesar de todos os escândalos, creio que não seja menor. Apesar de polêmico, sempre achei, na verdade, que Michael Jackson era um homem doente... com o sucesso batendo à porta quando ele ainda era uma criança, rodeado de pessoas interesseiras, e sem saber lidar com o que ele mesmo não aceitava (sua origem, sua raça), ele sempre precisou de atenção!
"(...) Let airplanes circle moaning overhead / Scribbling on the sky the message He Is Dead / Put crêpe bows around the white necks of public doves / Let the traffic policemen wear black cotton gloves (...)"
Eu vivo atrasada quando o assunto é cinema e literatura... trabalhando, estudando, sendo ainda mãe e esposa, confesso que não tenho tanto tempo gostaria para me dedicar a essas outras coisas das quais gosto muito. Mas, vamos lá. Agradecida mais uma vez à minha fonte inesgotável de informação e cultura (a qual, dentro em breve, será também fonte de vida. Aliás, já está sendo! Parabéns, Pati!), que não permite que meu atraso cultural seja tão abominável, li "Marley e Eu", do jornalista americano Jonh Grogan. Na verdade, o livro permaneceu durante algumas semanas pegando pó no meu armário, mas depois de ler uma crítica um pouco exagerada do André Gazola, resolvi tirá-lo da poeira...
"(...) John e Jenny tinham acabado de se casar. Eles eram jovens e apaixonados, vivendo em uma pequena e perfeita casa, sem nenhuma preocupação. Jenny queria testar seu talento materno antes de enveredar pelo caminho da gravidez. Ela temia não ter vindo com esse 'dom' no DNA, justamente porque matara uma planta, presente do marido, por excesso de cuidado - afogando-a. Então, eles decidiram ter um mascote. Vão a uma fazenda, escolhem Marley, ao tomar contato com uma ninhada, porque também ficam encantados com a doçura da mãe, Lily; depois têm uma rápida visão do pai, Sammy Boy, um cão rabugento, mal-encarado e bagunceiro. Rezam para que Marley tenha puxado à mãe, porém suas 'preces' não são atendidas. A vida daquela família nunca mais seria a mesma. Marley rapidamente cresceu e se tornou um gigantesco e atrapalhado labrador de 44 kg, um cão como nenhum outro. Ele arrebentava portas por medo de trovões, rompia paredes de compensado, babava nas visitas, apanhava roupas de varais vizinhos e comia praticamente tudo que via pela frente, incluindo tecidos de sofás e jóias. As escolas de adestramento não funcionaram - Marley foi expulso por ter ridicularizado a treinadora. Mas, acima de tudo, o coração de Marley era puro. Marley repartia o contentamento do casal em sua primeira gravidez e sua decepção quando sobreveio o aborto. Ele estava lá quando os bebês finalmente chegaram e quando os gritos de uma adolescente de dezessete anos cortaram a noite ao ser esfaqueada. Marley 'fechou' uma praia pública e conseguiu arranjar um papel num filme de longa-metragem, sempre conquistando corações ao mesmo tempo em que bagunçava a vida de todo mundo. Por todo esse tempo, ele continuou firme, um modelo de devoção, mesmo quando sua família estava quase enlouquecendo. Assim, eles aprenderam que o amor incondicional pode vir de várias maneiras (...)"
Esse é um tipo de amor incondicional e irracional no qual dá pra acreditar... aliás, me disseram esses dias que o amor, se não for irracional, não é amor... não sei, ainda não parei pra pensar no assunto...
Depois de algumas cobranças, eis o trailler oficial de "New Moon", que estréia no Brasil em vinte de novembro... vejam a diferença que um orçamento melhorzinho faz: melhor filmagem, melhores efeitos... até os atores parecem que ficaram mais "bonitos". "Crepúsculo" teve um "modesto" orçamento de trinta e sete milhões de dólares (tendo arrecadado mais de duzentos e quarenta milhões nas bilheterias); o valor estimado do orçamento de "Lua Nova" é de, pelo menos, o dobro...
Pra assistir no Dia dos Namorados: "Vicky Cristina Barcelona"
"(...) Duas jovens americanas - a conservadora Vicky (Rebecca Hall) e a aventureira Cristina (Scarlett Johansson) - viajam para Barcelona a fim de passar as férias de verão e acabam se envolvendo em confusões amorosas com um artista extravagante e sua insana ex-esposa (...)"
Pra assistir no Dia dos Namorados, ou em qualquer outro dia do ano, "Vicky Cristina Barcelona", apesar das severas críticas e da, na minha opinião, injustificada decepção de alguns fãs, confirma que Woody Allen ("O Sonho de Cassandra", "Match Point" e "Encontros e Desencontros") não tem fase ruim! Vicky (Rebecca Hall, de "O Garoto Nota 10" e "O Grande Truque" (também com a Scarlett no elenco)) e Cristina (Scarlett Johansson, de "A Ilha", "Scoop", "O Grande Truque" e "Encontros e Desencontros" (também do Allen)) são duas amigas que vão passar as férias de verão em Barcelona - aliás, o cenário não poderia ter sido melhor escolhido para albergar todo o charme da estória e das personagens. Vicky é um mulher prática, que deseja um casamento seguro e uma vida economicamente estável (tendo, assim, uma chance realmente grande de ser infeliz!). Cristina, em oposição à Vicky, rejeita esse tipo de vida, apesar de não criticar veementemente a amiga, e, apesar de sua "insatisfação crônica", e ainda dos relacionamentos vazios que experimenta, é um tipo mais interessante de personagem. As duas acabam se envolvendo com Juan (Javier Bardem, de "Onde os Fracos Não Têm Vez"), o que não é pecado nenhum porque, meu Deus, dá pra resistir àquela "hispanidade" toda???!
Mas de volta ao filme, e parafraseando a melhor crítica que eu li a respeito (a do Yahoo! Cinema), até mesmo porque reconheço que as minhas são fraquinhas e que eu, nem de longe, traduziria melhor minhas impressões sobre la pelicula, "(...) o que faz toda a diferença é o olhar de Allen na direção do que ele conhece bem: a vida burguesa de pessoas que orbitam o mundo artístico. Sem contar sua capacidade de encenador, que parece ter atingido o ponto máximo. Os atores, claro, dão um show à parte. Fazia muito tempo que Penélope Cruz (Volver) não tinha um desempenho tão marcante e Javier Bardem se beneficia de seu personagem, um dos mais carismáticos da carreira do diretor nova-iorquino. Esses dois exemplos calam a boca daqueles que insistem em dizer que Allen só dirige bem seus amigos ou que ele só se contenta quando o ator o imita em cena (...)". Como diz um outro fã do Allen, ele ainda é melhor que todo o resto!
Hoje o pato mais famoso do mundo completa 75 aninhos.Donald Fauntleroy Duck "nasceu" em 09/06/1934. "Filho" de Carl Barks (criador da cidade de Patópolis e de todos os seus moradores, o Hans Christen Andersen dos desenhos), apareceu pela primeira vez na animação "The wise little hen", da série Silly Sinfonies. Até 1985, sua voz vinha do americano Clarence Nash (descoberto pelo próprio Walt Disney em uma de suas viagens pelos Estados Unidos); com a morte de seu primeiro dublador, hoje Donald "fala" através de Tony Anselmo, treinado pelo próprio Nash para ser seu suscessor após sua morte. No Brasil, ganhou as vozes de Márcio Gianullo, Cláudio Galvan, Garcia Junior e Marco Antonio Costa.
Mal humorado, ranzinza e teimoso, é um dos personagens Disney mais querido pelo público. Particularmente, prefiro o Pateta... aliás, obrigada, Juh, pelo meu Goofy-Vader... ele é o melhor!
Como era de se esperar, "Crepúsculo" foi o grande vencedor do MTV Movie Awards 2009, arrebatando cinco dos sete prêmios para o qual foi indicado.
Preferências à parte, e considerando que quem decide os prêmios é o público da MTV, no qual, sabe-se, incluem-se adolescentes de todo o mundo, não foi nenhuma surpresa. Particularmente, já disse aqui que não me importo em ver o Robert Pattinson enfeitando a tela, mas ele ainda precisa de um pouco mais do que aquele rosto maravilhoso e aquele sotaque britânico charmoso pra ser um bom ator...
Vejam as indicações e os vencedores (em negrito):
melhor filme Batman: O Cavaleiro das Trevas High School Musical 3 Homem de Ferro Quem quer ser um Milionário? Crepúsculo
obs.: sou fã e tudo mais, mas percebe-se que as adolescentes com os hormônios em fúria votaram "pra caramba" em Twilight... acho que ele não ganharia o prêmio por seus próprios méritos, considerando os demais indicados (dos quais desconsidere-se HSM3)...
melhor atuação feminina Angelina Jolie (O Procurado) Anne Hathaway (Noivas em Guerra) Kate Winslet (O Leitor) Kristen Stewart (Crepúsculo) Taraji P. Henson (O Curioso Caso de Benjamin Button)
obs.: eu votaria da Taraji P. Henson. A atuação dela em "O Curioso Caso de Benjamin Button" está impecável...
melhor atuação masculina Christian Bale (Batman: O Cavaleiro das Trevas) Robert Downey Jr. (Homem de Ferro) Shia LaBeouf (Eagle Eye) Vin Diesel (Velozes e Furiosos 4) Zac Efron (High School Musical 3)
obs.: sem comentários... mas conste que o Zac Efron é, de fato, lindo!
maior revelação feminina Amanda Seyfried (Mamma Mia!) Ashley Tisdale (High School Musical 3) Freida Pinto (Quem quer ser um Milionário?) Miley Cyrus (Hannah Montana: O Filme) Vanessa Hudgens (High School Musical 3) Kat Dennings (Nick e Norah - Uma Noite de Amor de Música)
obs.: sem comentários, mais uma vez... esse prêmio deveria ter sido dado à Freida Pinto...
maior revelação masculina Robert Pattinson (Crepúsculo) Taylor Lautner (Crepúsculo) Ben Barnes (As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian) Dev Patel (Quem quer ser um Milionário?) Bobb’e J. Thompson (Role Models)
obs.: nem acho que esse foi tão injusto... afinal, antes de "Crepúsculo", o Robert Pattinson só havia feito uma ponta em "Harry Potter", e virou garoto-sensação do dia pra noite... o Dev Patel é mais talentoso, mas fala sério, o inglesinho é perfeito!
melhor atuação em comédia Amy Poehler (Uma Mãe para Meu Bebê) Anna Faris (A Casa das Coelhinhas) James Franco (Segurando as Pontas) Jim Carrey (Sim, Senhor) Steve Carell (Agente 86)
obs.: merecido...
melhor vilão Derek Mears (Sexta-Feira 13) Dwayne Johnson (Agente 86) Heath Ledger (Batman: O Cavaleiro das Trevas) Johnathon Schaech (Prom Night) Luke Goss (Hellboy II: O Exército Dourado)
obs.: outra premiação que já era esperada... mas a MTV poderia ter, pelo menos, anunciado todos os indicados...
melhor luta Anne Hathaway vs. Kate Hudson (Noivas em Guerra) Christian Bale vs. Heath Ledger (Batman: O Cavaleiro das Trevas) Ron Perlman vs. Luke Goss (Hellboy II: O Exército Dourado) Robert Pattinson vs. Cam Gigandet (Crepúsculo) Seth Rogen and James Franco vs. Danny McBride (Segurando as Pontas)
obs.: mais uma vez as fãs de "Crepúsculo" se fizeram ouvir... injusto... a sequência (sem trema) de "Hellboy II" é muito mais bacana...
melhor beijo Angelina Jolie and James McAvoy (O Procurado) Freida Pinto and Dev Patel (Quem quer ser um Milionário?) James Franco and Sean Penn (Milk) Kristen Stewart and Robert Pattinson (Crepúsculo) Paul Rudd and Thomas Lennon (Te amo, cara) Vanessa Hudgens and Zac Efron (High School Musical 3)
obs.: a cena é meiga, mereceu o prêmio. Mas que palhaçada foi aquela no palco???
melhor momento WTF? Amy Poehler mijando na pia (Uma Mãe para meu Bebê) Angelina Jolie e a habilidade de girar balas (O Procurado) Ayush Mahesh Khedekar pulando no monte de bosta (Quem quer ser um Milionário?) Ben Stiller experimentando cabeça decaptada (Trovão Tropical) Jason Segel e Kristen Bell terminando o namoro (Ressaca de Amor)
obs.: que porra é essa? (é o nome do prêmio, tá, gente...)
melhor música de filme “Jai Ho” (Quem quer ser um Milionário?) “The Wrestler” (O Lutador) “The Climb” (Hannah Montana: O Filme) “Decode” (Crepúsculo)
obs.: "Decode" (Paramore) era a melhor indicada...
That´s it, folks. Esperemos agora o MTV Movie Awards 2010, com um apresentador melhor, por favor...
"(...) Nessa emocionante coleção de contos de terror e amor, Meg Cabot (O Diário da Princesa) se une a Stephenie Meyer (Crepúsculo), Kim Harrison, Michele Faffe e Lauren Myracle para mostrar que a formatura pode ser um evento muito mais aterrorizante do que se pensa. Problemas no guarda-roupa e um par que dança mal não são nada comparados a descobrir que você está dançando com a Morte, e que ela não está aqui pra elogiar o seu vestido. De problemas com vampiros até uma batalha entre anjos e demônios, estas cinco histórias vão divertir mais do que qualquer DJ em um terno brega. Nada de limusine ou vestido de gala: só uma grande dose de assustadora diversão (...)"
Com exceção do conto da Lauren Myracle ("O Buquê"), que realmente pode ser chamado de conto de terror, os outros são contos de amor com um toque de sobrenatural... um vampiro sedutor, mas mal (nem todos são Cullen, não se esqueçam... rs), uma dança com a Morte, um demônio que se apaixona por um anjo, dentre outros clichês, recheiam as outras quatro estórias. Na minha opinião, "O Buquê" se destaca como o melhor dos cinco contos, apesar de ter lido algumas críticas que apontavam o conto da Kim Harrison como o melhor...
Sub-literatura, mas ainda assim garante um bom divertimento...
Pra mim sempre foi engraçada essa fixação que os americanos, ou melhor, que as adolescentes americanas têm pelo baile de formatura... não ter um par para o evento parece ser insuportável pra elas...
Ah! Já ia me esquecendo... Obrigada por mais este empréstimo literário, Pati.
Certos filmes, por si só, já valem o ingresso do cinema ou o valor do aluguel do DVD. No meu caso, o DVD pirata comprado na Av. Ipiranga valeu cada centavo. Este, definitivamente, é o caso de "O Curioso Caso de Benjamin Button". O filme conta a história de Benjamin (Brad Pitt), um homem que já nasce envelhecido e que com o passar do tempo, em vez de envelhecer, rejuvenesce.
"(...) Drama baseado no clássico romance homônimo escrito por F. Scott Fitzgerald (O Grande Gatsbi e O Último Magnata) nos anos de 1920, que conta a história de Benjamin Button, um homem que misteriosamente começa a rejuvenescer e passa a sofrer as bizarras consequências do fenômeno. Button, estranhamente, chega aos seus 80 e poucos anos - na New Orleans de 1918, quando a Primeira Guerra está chegando ao fim - e a partir disso começa a ficar mais jovem. Ainda que a cronologia do tempo segue normalmente e ele invada os anos do século 21 (...)"
O elenco conta ainda com Cate Blanchett, Tilda Swinton, Elle Fanning, Elias Koteas, Julia Ormond, Jason Flemyng, Taraji P. Henson, Josh Stewart, Faune A. Chambers, Mahershalalhashbaz Ali, Spencer Daniels, Emma Degerstedt, Patrick Holland e Chandler Canterbury.
Vou ter na coleção, com certeza!!!
"A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás... mas só pode ser vivida olhando-se para frente."
"(...) Em O NASCIMENTO DE VÊNUS, Sarah Dunant refaz os passos de Lucrezia — na verdade Alessandra Cecchi, filha com aspirações artísticas de um rico comerciante florentino —, ao mesmo tempo que reconstrói um dos mais formidáveis centros de cultura e arte da história da humanidade (...)".
Em mais uma de suas ótimas indicações literárias, a Pati me emprestou, há décadas, "The birth of Venus", em inglês mesmo, da escritora Sarah Dunant ("Marcas de Nascença"). Muito sensível à realidade das mulheres durante a Renascença, a autora externa bem todas as frustrações e anseios da protagonista, que, na verdade, vive uma realidade bastante diferente da que gostaria, encarcerada pelos padrões sociais da época, na qual as mulheres não tinham permissão de expressar seus sentimentos através das artes. Sensível, delicado. Com certeza, vou ler de novo algum dia (mas em português, viu, Pati, porque a densidade da estória não me permite outra leitura em inglês, pelo menos por enquanto). Recomendo.
E, apenas a título de advertência, nem percam tempo com o há algum tempo aclamado "Zonas Úmidas", da inglesa Charlotte Roche. Longe de ser erótico, a narrativa é nojenta... acho que nunca tinha lido algo mais nojento em uma folha de papel... segue a capa, para alertar os desavisados... com todo respeito à crítica que elogiou a "obra" e à opinião de quem curtiu...
“(...) Michael Newman (Adam Sandler) é casado com a atraente Donna (Kate Beckinsale), com quem tem um casal de filhos maravilhosos, Ben (Joseph Castanon) e Samantha (Tatum McCann). Só que ele não tem oportunidade de vê-los com freqüência, pois tem feito serão até tarde no escritório de arquitetura em que trabalha, na esperança de que seu chefe mal-agradecido (David Hasselhoff) reconheça algum dia sua contribuição valiosa e lhe ofereça sociedade na firma. Quando tiver uma vida mais confortável garantida, aí sim ele poderá dar toda a atenção à mulher e aos filhos. Pelo menos, isso é o que ele vive dizendo para si mesmo. Depois de passar uma noite em claro trabalhando, Michael está exausto e se frustra, quando não consegue nem descobrir qual dos seus muitos controles remotos liga a televisão. Ele decide, então, comprar um controle universal perfeito para operar todos os seus equipamentos eletrônicos e acaba nos fundos da loja Cama, Banho & Além, onde um funcionário excêntrico, Morty (Christopher Walken), lhe dá um controle remoto experimental único e turbinado com a garantia de mudar a sua vida. E Morty não estava brincando. Logo, Michael se torna o mestre do seu próprio universo, controlando todos os seus aparelhos ao “click” de um único botão. Mas o controle remoto possui outras funções mais surpreendentes. Ele é capaz de abafar o som dos latidos de Sundance, o cachorro da família — e, ainda mais espantoso, adiantar o tempo, poupando-o de uma discussão chata com sua mulher. Michael fica fascinado pelo seu novo brinquedinho, mas também um pouco assustado. Ele decide fazer uma outra visita a Morty, o sujeito que lhe vendeu o misterioso aparato. Morty diz a Michael que lhe deu exatamente o que ele pediu — um controle remoto universal que lhe permite controlar o seu universo. E diante dos olhos espantados de Michael, Morty demonstra as impressionantes funções avançadas do acessório, incluindo uma função que permite a Michael voltar ou adiantar a sua vida em diversas velocidades. Rapidamente, Michael se torna viciado nessa nova adrenalina do poder, que lhe traz duplos benefícios. Mas logo é o controle remoto que passa a programá-lo, e não o inverso. E a despeito de todas as suas tentativas, Michael, em pânico, não consegue evitar que o acessório decida quais episódios de sua vida ele viverá e quais ele perderá. É só então que ele começa a realmente apreciar e aceitar a própria vida, com tudo o que ela tem de melhor e de pior (...)”
O filme é dirigido por Frank Coraci (que já havia trabalhado ao lado de Sandler em Saturday Night Live; ele ainda dirigiu outros filmes que contavam com Sandler no elenco: “O Rei da Água” e “Afinados no Amor”; reparem ainda que, como é moda entre alguns diretores, ele fez duas pontinhas em suas películas, aparecendo como o enfermeiro gay em “Click”, e como Robert Boutcher em “O Rei da Água”) e escrito por Steve Koren (“Todo Poderoso”) e Mark O'Keefe (“A Volta do Todo Poderoso”). Adam Sandler, Jack Giarraputo (de “Um faz de conta que acontece”, “Zohan”, “Como se fosse a primeira vez”, “A herança de Mr. Deeds” e “O Paizão” – todos com Sandler no elenco), Neal H. Moritz (de “Velozes e Furiosos 4”, “O melhor amigo da noiva”, “Eu sou a lenda”, “S.W.A.T.” e “A casa de vidro”), Steve Koren e Mark O'Keefe são os produtores.
É uma comédia, bem no estilão do Sandler, mas, na medida em que a estória se desenrola, e o protagonista vai "avançando" de maneira descontrolada os eventos da sua vida (o crescimento dos filhos, o divórcio, a morte do pai), atrás da comédia está o fato de que, por mais que alguns (ou muitos) momentos da nossa vida sejam desagradáveis, ou maçantes, ou tristes demais, ou vagarosos demais, TEMOS QUE PASSAR POR TODOS ELES, E NÃO PERDER AS OPORTUNIDADES QUE A VIDA NOS APRESENTA, NEM DEIXAR PRA DEPOIS, OU DE LADO, AS PESSOAS COM AS QUAIS REALMENTE NOS IMPORTAMOS. O roteiro é cômico, mas a temática... nem tanto...
Escrevendo esse post me lembrei de um texto, que acredito ser do Chico Xavier (se não for, me desculpem), que li uma vez no quadro de avisos do Fórum Trabalhista de São Bernardo (você pode encontrar palavras de sabedoria em qualquer lugar mesmo!!!), e que diz o seguinte:
"(...) Amanhã pode ser tarde. Ontem, isso já faz tempo. Amanhã não nos cabe saber.
Amanhã poder ser muito tarde para dizeres que amas, para dizeres que perdoas, para dizeres que desculpas, para dizeres “eu quero tentar de novo”.
Amanhã pode ser muito tarde para pedires perdão, para dizeres “desculpe-me, o erro foi meu”.
O teu amor amanhã, pode já ser inútil. O teu perdão amanhã, pode já não ser preciso. A tua volta amanhã, pode já não ser esperada. A tua carta amanhã, pode já não ser lida. O teu caminho amanhã, pode já não ser mais necessário. O teu abraço amanhã, pode já não encontrar outros abraços. Porque amanhã, sim, pode ser muito tarde.
Não deixes para amanhã para dizer “eu te amo”, “estou com saudades de ti”, “perdoa-me”, “desculpa-me”, “esta flor é para ti”, “estás tão bem”.
Não deixes para amanhã o teu sorriso, o teu abraço, o teu sonho, a tua ajuda.
Não, não deixes para amanhã para perguntares “porque estás triste?”, “o que há contigo?”, “ei, vem cá, vamos conversar?”, “onde está o teu sorriso?”, “ainda tenho chance?”, “já percebeste que eu existo?”, “por que não começamos de novo?”, “estou contigo, sabes que podes contar comigo?”, “onde estão os teus sonhos?”, “onde está a tua garra?”.
Lembra-te que amanhã pode ser tarde. Muito tarde.
Procura, vai atrás, insiste. Tenta mais uma vez. Só o hoje é definitivo. Amanhã pode ser tarde (...)"
"Beijo e sexo são coisas que não existem" (Gustavo Gitti)
Li um texto esta semana no Yahoo! Posts que me deixou extasiada! Conheço poucos (aliás, muito poucos) homens capazes de fazer uma leitura tão interessante e verdadeira dos pensamentos e dos sentimentos femininos! Compartilho com vocês este "achado", escrito pelo blogueiro Gustavo Gitti, que, em breve, ao que parece, lançará um livro sobre relacionamentos que, diferente da maioria que vejo por aí, vai merecer ser "degustado"...
Ela na ponta dos pés. Ele avançando o peito. Ela sem entender como ele imobilizou suas duas mãos com apenas um braço. Ele pressionando o abdômen, colando as pernas, travando o pescoço, puxando o cabelo. Ela asfixiada, querendo ao mesmo tempo fugir e ser pega. O que fazem suas bocas, línguas e lábios, isso não importa.
"(...) Onde começa o beijo? Quando os lábios se tocam ou quando os pés se levantam? Em que ponto o sexo acaba? Quando ele joga a camisinha no lixo do banheiro ou quando se despedem após o café da manhã? Em qual momento o beijo vira sexo? Eles ficaram ou eles transaram? Se há penetração, é esse o critério? E o sexo oral? É um beijo mais interessante, um melhor uso da boca, ou apenas uma preliminar ao sexo?
Infelizmente não são apenas os adolescentes que pensam sob tais categorizações. Muitos homens encaram suas relações como se fossem moleques aprendendo a beijar. Eles colocam fronteiras e depois, claro, tem dificuldade de ultrapassá-las. Primeiro o beijo, depois tocar o corpo inteiro, depois o sexo. Por imaginar um momento distinto para o beijo, ficam ansiosos (”Qual o melhor momento para avançar?”). Porque supõe que o sexo começa e termina, não sabem o que fazer quando brocham.
O melhor beijo é aquele que não se beija
Às vezes o homem (ou a mulher) quer beijar, mostrar serviço, exibir aquela técnica tailandesa de chupar a língua que leu há anos em um artigo sobre 9 tipos de beijo. Ele quer fazer algo. Antes, porém, ele espera o momento e se move em direção ao beijo. Sua ansiedade o impede de experimentar várias possibilidades. Por exemplo, o que aconteceria se agisse como se o beijo já tivesse acontecido? Ou, se no momento certo para o beijo, não beijasse e seguisse se relacionando noite adentro?
Quem já entendeu que beijo é uma coisa que não existe deixa a energia subir e sempre se surpreende quando o beijo acontece. No primeiro encontro, uma peça de teatro no SESC Avenida Paulista e depois uma longa conversa no Paris 6. No segundo, samba de gafieira, salsa, bolero e forró no Buena Vista Club. A noite inteira colados, suando juntos, às vezes com os lábios a 2 centímetros, mas nenhum beijo. No terceiro encontro, chegam no apartamento dele depois de algumas horas no bar Anhanguera. Quando o beijo acontece, ambos sabem que aquilo que não é um beijo. Ora, beijo seria se tivesse acontecido no segundo encontro. Agora é tarde demais…
O melhor beijo é o que se improvisa quando duas bocas param entreabertas a mílimetros de distância. Beijo respirado. Línguas, lábios e dentes… não. Dos pés aos cabelos, nós beijamos mesmo é com o corpo todo.
O melhor sexo é aquele que não começa
Já vimos que a melhor cantada é transparente: a mulher nunca consegue apontá-la ou localizá-la e por isso não há como se defender. Ela não desconfia que, enquanto ele a corteja, está jogando o jogo mais sujo de todos – fruto da perfeita união entre o homem gentil e o cafajeste. Em vez de se restringir a uma frase, a noite inteira é sua cantada.
Assim como o bom xaveco é invisível, não planejado, assim como um beijo gostoso não se beija, o melhor sexo é aquele que nunca começa e por isso é, desde o primeiro olhar, inevitável.
Ela aceita o jantar e mesmo depois de anos nunca consegue entender como foi parar de pernas para o alto na cama dele. “She didn’t know what hit her”. Ele também: agora, suado, sem roupa, mantém a mesma calma que o acompanhou no restaurante. Durante toda a conversa, ele não parou de conduzi-la, atravessá-la, penetrá-la. Quando colocou a camisinha, não foi diferente.
Aliás, o uso de preservativos talvez seja o principal responsável por acreditarmos que o sexo tenha um começo e um fim:
“O mais extraordinário instrumento de controle sobre a vida sexual foi produzido pela Aids, e isso é uma coisa que se fala muito raramente. Tudo bem, camisinha é legal e obrigatório, por mais que o Papa ache que não. O problema é que a maneira de transar mudou completamente. Com camisinha, primeiro você tem que ter uma ereção, depois coloca, depois penetra, depois tem que ficar até gozar, depois tira e joga fora e aí acabou e cada um vai tomar banho. Mas antes disso transar era ficar ali por 20 minutos, pára, bate um papo, toma um café, se beija, se chupa, explora… era uma dinâmica completamente diferente. A relação com o corpo do outro era completamente diferente. As relações sexuais se tornaram caretas e pragmáticas.” - Contardo Calligaris
É por isso que atualmente os bons amantes, quando não abandonam a camisinha de vez, gastam três, quatro, cinco camisinhas por noite de sexo. Uma massagem, alguns beijos, uma sessão de penetração, água, mais alguns toques, os dois se chupam, outra sessão de penetração, mais água, um breve cochilo, damascos, mais penetração... E as embalagens de camisinha vão se espalhando pelo chão.
O sexo acaba quando paramos por um copo de água? Damascos tem o poder de interromper o coito? Massagem é preliminar? Mas e se eu uso uma extensão do meu corpo para massagear dentro do corpo dela? “Não faça sexo sem camisinha”, dizem algumas campanhas. Como não? Quem falou que o sexo se reduz à penetração?
O que então existe? (para homens)
Você pode passar a noite toda a setenta ou a dois centímetros de distância. Você pode colocar sua língua dentro da boca dela. Você pode tirar a roupa ou não tirar nada. Pode fazer sexo anal ou apenas massageá-la. O que importa é que você se relaciona com ela. Em vez beijo e sexo, há incontáveis modos de relacionamento, interfaces de contato, profundidades de toque.
Pegá-la no colo, beijá-la na boca, bater na cara, conversar, massagear, fazer um 69 em pé, penetrá-la por trás, acariciá-la, respirá-la, lamber seu suor, escrever para ela… É tudo a mesma coisa! Se colocar fronteiras entre olhar, conversar, tocar, beijar e transar, vai ter de ultrapassá-las uma a uma, de modo previsível. Se não enxergar fronteiras, nem ela nem você vai entender como foram parar nessa posição exótica no chão da sala.
Inspire o ar pela boca quando for beijá-la. Puxe lentamente como se quisesse respirá-la para dentro. Não foque a boca dela, relacione-se com ela inteira. Em vez de tentar fazer algo com os lábios e a língua, mova todo o corpo. O beijo acontece por si só. E, quando acontece, ele nunca é um beijo.
Para transar, não use o corpo, penetre o quarto inteiro. Você ouve "Stop this Train", sente o cheiro de baunilha que ficou da barra de massagem, agarra o quadril dela, olha para a janela aberta e mete em tudo isso. Movimenta, invade, faz tremer. De alguma forma, na sua mente, pelos seus cinco sentidos, pelos cinco sentidos dela, a cidade inteira goza.
Por fim, não estranhe se ela também não souber o que acabou de acontecer: “Nossa, o que foi isso?” (...)"
Você já tem o seu blog? Não? Então crie o seu. É de graça.
Qualquer porcaria agora recebe o selo de blogue legal da uol!
23/04/2009 13:37
RESPOSTA: As pessoas têm sempre a opção de não perder tempo fazendo o que não lhes agrada...
Por conta desse comentário, me lembrei de ter gostado muito de um post da Lalai Loaded, onde ela fala um pouco sobre seu blog. Ela diz o seguinte:
"(...) Um post depois do outro e uma noite no meio. E por aí vai. Nesse blog tem um pouco de muitas coisas: compras, música, cinema, arquitetura, viagem, curiosidades e muito papo furado. Minha intenção é me divertir, e, de quebra, dividir o meu universo com quem quiser ver. Para isso, incluo não só as minhas cismas, mas as de alguns melhores amigos. Se você achar alguma coisa que goste aqui, já me dou por feliz. Se não, volte amanhã porque eu não desisto fácil (...)".
Este blog, assim como o dela, foi criado para a minha diversão. Compartilhar o que penso, sinto, leio ou assisto é um bônus; um bônus que me deixa feliz porque recebo comentários bacanas e construtivos, que nem sempre estão de acordo com o escrevo, mas que demonstram opiniões diferentes com respeito. Conheci pessoas bacanas, gente com muito talento, e muita gente que me faz rir, deixando minha vida mais leve... então, posso dizer que estou feliz com ele.
Assim como a Lalai, fico muito feliz quando alguém gosta de alguma coisa aqui, qualquer coisa! Mas, diferente dela, não tento nem tentarei agradar àqueles que não gostam ou não se identificam comigo ou com o que escrevo, ou com o que eu gosto. Aliás, gosto não se discute, e eu nem pretendo ser unanimidade e só receber elogios, mas, sinceramente? Não gostou? Não volte! Canalize sua energia e seu tempo com coisas que te agradem, que te façam bem... crie um blog, escreva sobre o que gosta. Faz bem à mente e ao coração.
"(...) To be irrevocably in love with a vampire is both fantasy and nightmare woven into a dangerously heightened reality for Bella Swan. Pulled in one direction by her intense passion for Edward Cullen, and in another by her profound connection to werewolf Jacob Black, a tumultuous year of temptation, loss, and strife have led her to the ultimate turning point. Her imminent choice to either join the dark but seductive world of immortals or to pursue a fully human life has become the thread from whichthe fates of two tribes hangs. Now that Bella has made her decision, a startling chain of unprecedented events is about to unfold with potentially devastating, and unfathomable, consequences. Just when the frayed strands of Bella's life-first discovered in Twilight, then scattered and torn in New Moon and Eclipse-seem ready to heal and knit together, could they be destroyed... forever? The astonishing, breathlessly anticipated conclusion to the Twilight Saga, 'Breaking Dawn' illuminates the secrets and mysteries of this spellbinding romantic epic that has entranced millions (...)"
Não resisti... li em inglês mesmo!!!
Como o livro só será lançado no Brasil em julho, e algumas pessoas que lêem este blog só vão saber do final da estória de Bella e Edward nessa oportunidade, vou me abster de fazer muitos comentários reveladores... mas posso dizer que o final da saga escrita pela americana Stephenie Meyer foi bem costurado. Algumas explicações não foram dadas, mas deveriam ter sido, e outras informações, nem que explicadas convenceriam o público. Ainda assim, gostei da série, comprarei o livro em português, assitirei aos filmes no cinema, e, provavelmente, terei os DVD´s em minha coleção. E, a despeito das críticas, continuo afirmando que, pelo menos no que se refere à pesquisa (quanto ao mundo mítico dos vampiros), a Stephenie Meyer foi muito feliz e bem sucedida...
Em julho, quando todos já tiverem lido o final da saga, faço um post melhorzinho. Até então, preciso encontrar uma nova estória para me dedicar... aceito sugestões.
"(...) alguns dizem que o mundo acabará em fogo, outros em gelo. Pelo que provei do desejo fico com quem prefere o fogo. Mas, se tivesse de perecer duas vezes, acho que conheço bastante do ódio para saber que a ruína pelo gelo também seria ótima e bastaria (...)"
Entre duas coisas aparentemente ruins, mas necessárias, como escolher a melhor? Ou a menos pior?
"(...) Enquanto Seattle é assolada por uma seqüência de assassinatos misteriosos e uma vampira maligna continua em sua busca por vingança, Bella está cercada de perigos outra vez. Em meio a isso, ela é forçada a escolher entre seu amor por Edward e sua amizade com Jacob - sabendo que essa decisão tem o potencial para reacender o conflito perene entre vampiros e lobisomens. Com a proximidade da formatura, Bella tem mais uma decisão a tomar: vida ou morte. Mas o que representará cada uma dessas escolhas? (...)"
Melhor que Lua Nova... o mais interessante, na minha opinião, foi como a autora colocou em cheque o amor da protagonista... a Bella morreria pelo Edward; ele é perfeito, o sonho de toda garota: romântico, carinhoso, protetor, cavalheiro etc, etc; mas, ainda assim, ela balança pela jovialidade, pelo entusiamo de outro rapaz, nem de longe tão perfeito! A situação é crível, ainda que nem toda adolescente tenha vivido a experiência de ficar entre dois amores... é óbvio também que, inevitavelmente, me vi pendendo pra um dos lados, fazendo uma torcida silenciosa pelo Edward, e achando que o tal do Jacob é realmente muito abusado... rs... mas achei o conflito interessante.
Minha sobrinha tem o seguinte argumento: o Edward é pra vida toda, pra sempre; ele amará a Bella enquanto existir, e ela sabe disso. Então, já que ela se decidiu sobre ficar com ele pra sempre, deveria aproveitar o Jacob por enquanto... e ficar com o Edward quando já tivesse aproveitado bastante! Cruel (com o Edward)... mas é o argumento de alguém com a idade da protagonista, então até considero válido! Beijo, Juh.
Hoje fiz minha última audiência em Guarulhos pela empresa na qual trabalho... estou mudando de emprego e, nesta semana, minha cabeça ficou cheia daqueles pensamentos comuns que povoam as mentes de quem se arrisca em uma nova empreitada: será que vai dar certo? Será que vou me adaptar com a velocidade que a empresa precisa? ... essas coisas. Assim, saí da audiência sem prestar atenção em todo o resto, e, como de praxe, parei no ponto de ônibus para esperar minha condução de volta a São Paulo...
Em frente ao ponto de ônibus fica uma loja de roupas femininas, e, como toda mulher normal, eu olho a vitrine dessa loja inevitavelmente... mas hoje, dentro da loja, havia uma menininha de uns dois aninhos com a mãe, e a criança me chamou à atenção mais do que as roupas na vitrine. Ela era linda: a pele branquinha e os cabelos negros, lisos, na altura do pescoço... e o sorriso dela derreteria qualquer um... era inevitável não sorrir de volta. Ela parecia um anjo!
De repente, a menininha saiu correndo da loja e se jogou nos meus braços... irracionalmente até, a abracei e ela me deu um beijo no rosto. A mãe dela saiu apressada da loja, e um pouco encabulada (talvez porque a garotinha tinha Síndrome de Down), e, tirando ela do meu colo, ao mesmo tempo em que me pedia desculpas, disse: - Roberta, você não pode ir "pulando" no colo das pessoas desse jeito, filha!
Antes delas irem embora ainda ganhei mais um beijo da minha charazinha... e pode parecer bobagem, mas fiquei pensando naquela menininha, naquele anjinho, o dia todo. FOI A MELHOR DESPEDIDA QUE GUARULHOS PODERIA TER ME DADO...
Livrinho despretensioso e, como tal, muito bom na sua simplicidade... um pouco exagerado, mas, ainda sim, bonito, romântico...
"(...) o verdadeiro amor não é aquele que nos revela a pessoa perfeita. Mas aquele que nos revela todas as imperfeições da pessoa amada, que, paradoxalmente, amamos com mais intensidade do que suas próprias qualidades (...)".
"(...) Não sou escravo de ninguém
Ninguém senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz
Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais
Eu sou metal
Raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal
Eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal
Quem sabe o sopro do dragão
Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.
Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra
Tem a lua, tem estrelas
E sempre terá
Quase acreditei na tua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa
Quase acreditei, quase acreditei
E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo.
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.
Olha o sopro do dragão
É a verdade o que assombra
O descaso o que condena
A estupidez o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes
O corpo quer, a alma entende
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos
Eu sou metal
Raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal
Eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal
Quem sabe o sopro do dragão
Não me entrego sem lutar
Tenho ainda coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então
Tudo passa
Tudo passará
E nossa história
Não estará
Pelo avesso assim
Sem final feliz
Teremos coisas bonitas pra contar
E até lá
Vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos
O mundo começa agora
Apenas começamos (...)"
"(...) Para Bella Swan, há uma coisa mais importante do que a própria vida: Edward Cullen. Mas estar apaixonada por um vampiro é ainda mais perigoso do que ela poderia ter imaginado. Edward já resgatara Bella das garras de um monstro cruel, mas agora, quando o relacionamento ousado do casal ameaça tudo o que lhes é próximo e querido, eles percebem que seus problemas podem estar apenas começando (...)".
Apesar de trazer novas informações sobre a família Cullen, e como já se podia imaginar, algumas complicações para o improvável e desafiador romance de Bella e Edward, "Lua Nova", segundo livro das 'crônicas vampirescas' de Stephenie Meyer (o termo, na verdade, foi cunhado por Anne Rice, de "Entrevista com o Vampiro"), decepciona se comparado ao primeiro, "Crepúsculo". Depois da 'sábia' decisão de Edward em deixar Forks e Bella (para o bem da moça, claro, porque para ela seria melhor que ele nunca tivesse existido), a garota fica extremamente deprimida, e meio maluca também, diga-se de passagem, proibindo-se a si mesma de pensar no amado, mas, ao mesmo tempo, alimentando ilusões nas quais ela ouve sua voz, ou melhor, suas repreensões e suas súplicas para que ela supere o rompimento sem fazer qualquer idiotice... Edward fica fora por meses, então temos capítulos e mais capítulos de lembranças dolorosas (para Bella), lágrimas, letargia e, depois, tentativas desesperadas de colocar a própria vida em risco na esperança de que ele volte para salvá-la (como sempre fez)... some-se a isso um amigo apaixonado que se contenta em apenas ficar ao lado dela. Resumindo, o livro só volta a ficar interessante quando os Cullen voltam a Forks e levam Bella a Volterra, na Itália, para que, desta vez, ela salve a 'vida' de Edward, que, por conta de um mal-entendido, pensa que a amada está morta e decide que não vale mais a pena continuar existindo...
Ainda assim, não dá pra negar que a autora se dedicou à pesquisa para escrever seu romance. Por enquanto, mesmo sendo tão teatrais quanto Lestat, Louis e Armand, os vampiros de Stephenie Meyer se mostram bem mais críveis do que os de Anne Rice, que, de acordo com a Time, pode perder àquela o título de "Rainha da Fantasia".
"O filho que eu quero ter" (Toquinho/Vinícius de Moraes)
"(...) É comum a gente sonhar, eu sei Quando vem o entardecer Pois eu também dei de sonhar Um sonho lindo de morrer
Vejo um berço e nele eu me debruçar Com o pranto a me correr E assim, chorando, acalentar O filho que eu quero ter
Dorme, meu pequenininho Dorme que a noite já vem Teu pai está muito sozinho De tanto amor que ele tem
De repente o vejo se transformar Num menino igual a mim Que vem correndo me beijar Quando eu chegar lá de onde vim
Um menino sempre a me perguntar Um porquê que não tem fim Um filho a quem só queira bem E a quem só diga que sim
Dorme, menino levado Dorme que a vida já vem Teu pai está muito cansado De tanta dor que ele tem
Quando a vida enfim me quiser levar Pelo tanto que me deu Sentir-lhe a barba me roçar No derradeiro beijo seu
E ao sentir também sua mão vedar Meu olhar dos olhos seus Ouvir-lhe a voz a me embalar Num acalanto de adeus
Dorme, meu pai, sem cuidado Dorme que ao entardecer Teu filho sonha acordado Com o filho que ele quer ter (...)"
No último dia cinco o Elias fez seis anos, e ontem fizemos uma festinha para a família e os amiguinhos dele. Aí fiquei pensando, mesmo depois de todo o cansaço (afinal, no sábado fui dormir às quatro e meia da madrugada fazendo as lembrancinhas, e no domingo, às oito, eu já estava no salão), que filhos são a coisa mais bacana na vida de alguém! Dão trabalho, é verdade, mas se pararmos pra pensar em tudo que existe de lindo e precioso no mundo, pergunto: quanto trabalho um diamante exige para ser lapidado???
Filhos são como um diamante bruto, e cabe a cada um de nós (pais, avós, tios) lapidá-los! Cabe à nós colocarmos todo nosso empenho nesse processo, até deixa-los polidos, brilhantes, e prontos para encarar o mundo, ainda que algumas arestas ainda precisem ser aparadas... o que não podemos esquecer é que eles são nosso reflexo, não como em um espelho, idênticos, mas como em um diamante, onde pequenas imagens se misturam a fragmentos de várias cores, formando um todo completamente novo, mas de onde emergem, numa observação mais atenta, as "lapidadas" da mãe, do pai, dos avôs e avós, dos padrinhos e madrinhas, dos tios e tias, enfim, de todos aqueles que, de alguma maneira, trabalharam na "pedra bruta" até ela se tornar a mais preciosa jóia...
Um amigo escreveu há alguns meses em seu blog que é suficiente termos tantos amigos quanto os dedos de nossas mãos. Não são necessários mais do que estes.
Particularmente, duas mãos de amigos (verdadeiros) é muito! Muito mesmo!
Há tempos, não sei nem dizer desde quando, sei que nunca preenchi sequer os dedos de uma das minhas mãos; então, preencher as duas nunca foi uma das minhas pretensões! É claro que os que "conseguiram um dedo" vão ficar comigo pra sempre! Sei ainda que existem muitas pessoas que gostam de mim, até com uma intensidade que eu não consigo compartilhar, e eu também gosto delas, de verdade, mas a meu modo... o que eu não sei, o que eu nunca soube, mesmo agora, é explicar porque pra mim é tão difícil estreitar laços e me entregar...
"Difícil é querer definir AMIGO. Amigo é quem te dá um pedacinho do chão quando é de terra firme que você precisa, ou um pedacinho do céu se é sonho o que te faz falta. Amigo é mais que ombro amigo, é mão estendida, mente aberta, coração pulsante, costas largas. É quem tentou e fez, e não tem o egoísmo de não querer compartilhar o que aprendeu. É aquele que cede e não espera retorno, porque sabe que o ato de compartilhar um instante qualquer contigo já o alimenta, satisfaz. É quem já sentiu ou um dia vai sentir o mesmo que você. É a compreensão para o seu cansaço e a insatisfação para a sua reticência. É aquele que entende seu desejo de voar, de sumir devagar, a angústia pela compreensão dos acontecimentos, a sede pelo "por vir". É ao mesmo tempo espelho que te reflete e óleo derramado sobre suas águas agitadas. É quem fica enfurecido por enxergar seu erro, por querer tanto o seu bem e saber que a perfeição é utopia. É o sol que seca suas lágrimas, é a polpa que adocica ainda mais o seu sorriso. Amigo é aquele que toca na sua ferida numa mesa de chopp. Acompanha suas vitórias, faz piada amenizando problemas. É quem tem medo, dor, náusea, cólica, gozo, igualzinho a você. É quem sorri pra você sem motivo aparente. É quem sofre com seu sofrimento. É o padrinho filosófico dos seus filhos. É o achar daquilo que você nem sabia que buscava. Amigo é aquele que te lê em cartas esperadas ou não, em pequenos bilhetes na sala de aula, em mensagens eletrônicas emocionadas (ou em posts estúpidos no seu blog). É aquele que te ouve ao telefone mesmo quando a ligação é caótica, com o mesmo prazer e atenção que teria se estivesse olhando em seus olhos. Amigo é multimídia. Olhos... É quem fala e ouve com o olhar, o seu e o dele em sintonia telepática. É aquele que percebe em seus olhos os seus desejos, seus disfarces e suas alegrias e medos. É aquele que aguarda pacientemente e se entusiasma quando vê surgir aquele tão esperado brilho no seu olhar, e é quem tem uma palavra sob medida quando estes mesmos olhos estão amplificando uma tristeza anterior. É lua nova, é a estrela mais brilhante, é luz que se renova a cada instante com múltiplas e inesperadas cores, que cabem todas nas suas íris. Amigo é aquele que te diz "eu te amo" sem qualquer medo de má interpretação. Amigo é quem te ama e ponto. É verdade e razão, sonho e sentimento. AMIGO É PARA SEMPRE, MESMO QUE O SEMPRE NÃO EXISTA!"
"Se você pudesse viver para sempre, para o quê você viveria?" ("Crepúsculo" ("Twilight"))
O livro é melhor, mais romântico (muito mais, aliás), e com um número muito maior de detalhes... mas achei o filme bem bacana, e bastante fiel (na medida do possível quando se tenta transportar todo o universo de um livro para o curto espaço de um filme) às informações principais da estória. O elenco é praticamente desconhecido, mas conseguiu manter as características e o "charme" de cada personagem... A direção ficou por conta da "quase" estreante Catherine Hardwicke, que teve uma pequena participação na direção de "Vanilla Sky" (Tom Cruise), e, em 2003, fez seu primeiro trabalho "de verdade", escrevendo (em conjunto com a atriz Nikki Reed, a Rosalie de Crepúsculo) e dirigindo o sucesso adolescente "Thirteen" ("Aos treze").
É uma estória de amor impossível, então, só por esse fato, já gostei! O impossível é sempre melhor...
E, apesar de adolescente, recomendo... já disse que gosto de estórias de vampiros...
Vale ainda pela trilha sonora: de Debussy a Linkin Park, ou seja, da suavidade da música clássica ao rock um pouco mais pesado, e com muito piano (que eu simplesmente acho maravilhoso e sempre tive vontade de aprender a tocar), me agradou praticamente em todas as faixas!
Agora não tem mais jeito... me tornei oficial, inequívoca e irrevogavemente BALZAQUIANA!!! Não doeu tanto como eu imaginava, mas ainda estou tentando me adaptar a uma idade que eu nem de longe sinto que tenho... a mente não acompanhou o corpo!
Recebi inúmeras mensagens, e-mails e telefonemas de pessoas queridas, às quais agradeço de coração pela lembrança! Ganhei diversos presentes, mimos, e uma comidinha especial da mamãe, além do carinho do meu filhote e da minha sobrinha...
Resumindo, o dia foi muito melhor do que eu esperava!
Bom, como toda boa rata de biblioteca, EU LEIO PRATICAMENTE TUDO O QUE ME CAI NAS MÃOS, dos clássicos à sub-literatura (sem menosprezo... é que classifico como sub-literatura tudo aquilo que (ainda) não faz parte da primeira categoria), e não são raras as vezes em que acabo apaixonada por alguma estória ou personagens dos livros que leio, sejam eles da Jane Austen ou da Meg Cabot, por exemplo (minha última "paixonite" (sub)literária foi pela estória do espírito de um cowboy assassinado que se envolve com uma garota sensitiva... podem rir...). O sobrenatural sempre exerceu sobre mim um certo fascínio, e quem me conhece sabe muito bem que eu não resisto a estórias de vampiros... assim, depois de um recusado (de início) convite para ir ao cinema, minha sobrinha Juliana e seus pais me presentearam, no Natal, com um exemplar de "Crepúsculo" ("Twilight" - Stephenie Meyer), ao qual me dediquei somente após o Ano-Novo, mas consumi ferozmente em menos de 48h...
"(...) Quando Isabella Swan se muda para a melancólica cidade de Forks e conhece o misterioso e atraente Edward Cullen, sua vida dá uma guinada emocionante e apavorante. Com corpo de atleta, olhos dourados, voz hipnótica e dons sobrenaturais, Edward é ao mesmo tempo irresistível e impenetrável. Até então, ele tem conseguido ocultar sua verdadeira identidade, mas Bella está decidida a descobrir seu segredo sombrio. O que Bella não percebe é que quanto mais se aproxima dele, maior é o perigo para si e para os que a cercam. E pode ser tarde demais para voltar atrás (...)".
Com uma dose de mistério, uma combinação de realidade e fantasia, e regado a muito (mas muito mesmo) romance e juras de amor eterno, foi difícil não se envolver com as personagens e com a trama, bem enredada até, da despretensiosa Stephenie Meyer... vou ver o filme, mas já, de antemão, acho que vou preferir o livro (como sempre)... e é óbvio que não será sacrifício nenhum ver o Robert Pattinson enfeitar a tela...
Como meu marido vive me dizendo, acho que eu ainda sou meio adolescente... c´est la vie!
Hoje foi a Formatura do Elias no Jardim II... no ano que vem ele vai para a 1ª série... é óbvio que, como toda mãe coruja que se preze, chorei pra caramba, principalmente com a retrospectiva no telão, no qual, durante todo o evento, foram exibidas fotos dele e dos coleguinhas quando ainda eram bebês, e outras que mostravam como todos eles iam crescendo...
É, hoje eu senti que não temos como controlar o tempo, e nem como evitar que os nossos "bebês" cresçam. Sempre ouvi minha avó dizer que criamos nossos filhos para o mundo, e eu mesma disse isso para a minha mãe quando, em 2002, meu irmão mais velho se casou e saiu de casa... mas passar pela experiência e, guardadas as devidas proporções, sentir na pele toda a impotência de não poder deter o tempo, nem fazer com que ele passe mais devagar, e a sensação de que acabamos por nos tornar meros expectadores das nossas próprias vidas, vendo nossos filhos crescerem, mas não passando muito tempo com eles, até na expectativa de que, com isso, eles tenham uma vida melhor, materialmente falando... não sei, me causou uma mistura de sensações, boas e ruins, alegres e tristes, começando pela emoção da cerimônia em si (eu sou uma pata-choca mesmo), voltando no tempo até a chegada tão esperada dele, passando pelas dificuldades e pelos momentos de aflição, pelas noites mal-dormidas quando ele tinha febre ou outra coisinha de criança, e indo longe, já chegando nas neuras que com certeza eu vou ter daqui a uns dez anos... mas sem fugir do inevitável fato de que "o meu bebê cresceu", de que ele não fala mais "lalo" em vez de cavalo, nem "tilisão" em vez de televisão, e de que realmente, como dizia a minha avó, criamos nossos filhos para o mundo! E quanto mais cedo tivermos consciência disso, menos sofremos (exceto de ansiedade, esta permanece!).
O que nos resta? Tentar fazer um bom trabalho e torcer para que eles sejam boas pessoas, seres humanos nesse mundo louco no qual (sobre)vivemos hoje; e torcer ainda para que eles sejam, não médicos ou advogados, homo ou héteros, mas FELIZES, com a escolha que fizerem... o papel dos pais não termina com a maioridade; o apoio, o carinho, os conselhos e, enfim, o "colo", devem ser dados sempre, a todo momento, mesmo sem concordar com as decisões tomadas e as escolhas feitas. Essa é a nossa função! E toda noite eu peço a Deus que me ajude a cumprir a minha. Amém!
Existe aí uma divergência sobre quem de fato teria escrito o texto "Felicidade Realista", se Mário Quintana (que dispensa apresentações), ou se a jornalista/colunista Martha Medeiros... mas, querem saber, mais importante do que saber a autoria do texto é o texto em si...
"A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.
OLHE PARA O RELÓGIO: É HORA DE ACORDAR!
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade.
Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça de que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormentam e provocam inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade..."
E a pergunta que não se cala: POR QUE SOMOS TÃO INSATISFEITOS??? Se alguém souber essa resposta, me esclareça por favor... bem como sobre a real autoria do texto...
Até que enfim Sir Elton John resolveu dar novamente o ar da sua graça nas terras tupiniquins, onde não toca há mais de treze anos (desde a turnê "Made in England", em 1995). Até que enfim porque a turnê "Rocket Man", que só em 2009 chega ao Brasil (onde passará por São Paulo e Rio de Janeiro somente), começou em 2007, e já passou por mais de sessenta cidades na Europa e na América do Norte.
No próximo dia 17 de janeiro, na Zona Norte de São Paulo (nem vi quando rola o show no Rio de Janeiro), lá na Arena Skoll Anhembi, e com abertura do também britânico James Blunt, a promessa é de pelo menos duas horas dedicadas aos maiores sucessos produzidos nas quatro décadas da carreira do cara. Só não tenho certeza se duas horas serão suficientes, mas isso já é opinião de fã mesmo...
Agora, se, assim como eu, vocês também se sentem tentados a conferir a performance do cara ao vivo e a cores, preparem-se para desembolsar a bagatela de R$.250,00 pra adquirir um dos ingressos, que começaram a ser vendidos hoje, mas isso se vocês se contentarem com os lugares mais merrequinhas; senão, vão ter que tirar o escorpião do bolso mesmo, porque os ingressos chegam a custar R$.550,00. Coisa pouca, só R$.135,00 a mais que o nosso salário mínimo (o qual, aliás, de acordo com o que prevê nossa Constituição Federal, deveria ser capaz de atender todas as necessidades vitais básicas dos cidadãos e as de suas famílias com moradia, educação, alimentação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, além de contar com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo)... mas esse é um outro assunto, bem menos agradável do que os shows do Elton John no Brasil, ainda que estes estejam destinados aos fãs mais afortunados!
Como esse não é o meu caso, não poderia deixar de consignar ainda que completo trinta primaveras no dia 6 de janeiro, de sorte que se alguém ainda não tem idéia do que me comprar, e quiser se habilitar, um ingresso seria uma boa opção de presente de aniversário!!!
"Nikita" é uma das canções do Elton que eu mais gosto (na verdade, eu acho que gosto de todas!), e que me lembra sempre de alguém que eu amava muito e que já não está mais entre nós...
"O amor bate na aorta" (Carlos Drummond de Andrade)
"Cantiga de amor sem eira nem beira, vira o mundo de cabeça para baixo, suspende a saia das mulheres, tira os óculos dos homens, o amor, seja como for, é o amor.
Meu bem, não chores, hoje tem filme de Carlito.
O amor bate na porta, o amor bate na aorta, fui abrir e me constipei.
Cardíaco e melancólico, o amor ronca na horta entre pés de laranjeira, entre uvas meio verdes e desejos mais maduros. Entre uvas meio verdes, meu amor, não te atormentes.
Certos ácidos adoçam a boca murcha dos velhos, e quando os dentes não mordem, e quando os braços não prendem, o amor faz uma cócega, o amor desenha uma curva, propõe uma geometria.
Amor é bicho instruído.
Olha: o amor pulou o muro, o amor subiu na árvore em tempo de se estrepar. Pronto, o amor se estrepou. Daqui estou vendo o sangue que corre no corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem, às vezes não sara nunca, e às vezes sara amanhã.
Daqui estou vendo o amor irritado, desapontado, mas também vejo outras coisas: vejo beijos que se beijam, ouço mãos que se conversam e que viajam sem mapa. Vejo muitas outras coisas que não ouso compreender..."
Na sexta-feira, levei o Elias, a Fernanda, minha afilhada, e a Juliana, minha prima-quase-sobrinha, ao cinema, para vermos a estréia do "High School Musical 3". Mais uma prima nos acompanhou na aventura, a Renata. Depois de enfrentarmos uma fila quilométrica (que só não foi maior porque eu comprei os ingressos antecipadamente pela Internet), conseguimos nos acomodar, não muito no gargarejo, e assistir ao filme em meio a gritinhos histéricos (inclusive da minha afilhada!!!) e salva de palmas exageradas e apaixonadas vindas da platéia majoritariamente feminina e adolescente! Mas o filme é realmente uma graça; acho que o Kenny Ortega, responsável pelo inesperado fenômeno produzido pelo Disney Channel, conseguiu fazer um bom filminho adolescente (e jogue a primeira pedra quem nunca assistiu algum na Sessão da Tarde!), sem apelação sexual, e com valores morais bem definidos, dentro do possível. Mais ingênuo (e por isso, melhor) que RBD, é um bom programa para os nossos adolescentes, que a cada geração me parecem perder um pouco mais do encanto do primeiro amor, da troca de olhares, das mãos dadas nos corredores da escola, enfim, do encanto de ser adolescente...
Agora, falando de cinema para adultos, ou ainda para aqueles adolescentes já mais próximos da vida adulta, em que se pese eu esteja bastante desatualizada (uma das dádivas da maternidade!), recomendo essas duas películas: "A Janela Secreta" (Johnny Depp, John Tourturro, Maria Bello e Timothy Hutton), baseado num conto do Stephen King sobre um escritor acusado de plágio por um completo (e estranhíssimo) desconhecido, e dirigido pelo David Koepp (o mesmo de "Guerra dos Mundos"), e "O Amigo Oculto" (Robert de Niro (MARAVILHOSO!), Dakota Fanning), que, com a direção de John Polson (do seriado "Without a Trace"), narra o drama de um pai, psicólogo, que, após o suicídio da esposa, tenta lidar com o "amigo imaginário" da filha, que ainda não se recuperou em relação à perda da mãe. Ambos com final surpreendente, recomendo para aqueles que (se é que isso é possível) estejam mais desatualizados do que eu!
"(...) TODA MULHER TEM O DIREITO DE SURTAR. Dar piti. Jogar umas coisas no chão e chorar. De preferência em casa, pra não ameaçar o patrimônio público, mas às vezes acontece na rua, fazer o quê? É simples: as mulheres são seres cíclicos, com altos e baixos hormonais. Tem Tensão Pré-Menstrual, Tensão Menstrual, Tensão Pós Menstrual. A CULPA É TODA DOS HORMÔNIOS. Não podemos controlá-los. Então, desculpe, temos o direito. Até porque o ato de surtar pode trazer grandes benefícios quando usado com moderação, e até prevenir doenças como câncer, úlcera, estresse e tédio profundo. É por isso que as mulheres têm a vida mais longa do que os homens. Eles ("eles" quase todos) guardam tudo, acham que surtar é coisa de mulher. E é mesmo, mas e daí? Se ficar guardando tudo vai acabar como aquele senhor, tendo um dia de fúria. Todo mundo deveria extravasar de tempos em tempos para evitar maiores danos. Quem sobrevive guardando no peito aqueles dias frios em que você pisa de meias no chão molhado, ou em que o Miojo cai todo na pia quando você vai tentar dar aquela escorridinha, ou que a ex-namorada sem amor-próprio do seu amor fica ligando doze vezes consecutivas para perturbar a paz alheia, ou em que você passa horas no trânsito sem bateria no I-Pod, ou em que os pagamentos não entram - mas as contas sim - , ou em que ninguém te escuta, ou em que o gato faz xixi no tapete da sala pela décima vez, ou em que a internet não funciona, ou a calça não entra mais, ou em que você não acerta o delineador e borra a cara inteira, ou tudo isso reunido no mesmo dia infeliz?! O que mais pode uma dama fazer senão jogar tudo para cima e chorar lágrimas incontidas de ódio até secar? Depois passa e você se sente melhor, livre das toxinas das lágrimas e aliviada por não ter engolido todas aquelas coisas ruins, pronta pra sair para a vida com os cabelos esvoaçantes, a alma leve e a pele viçosa. Mas também não vai achar que é pra sair surtando nos outros a toda hora por qualquer coisinha; isso causaria uma reação em cadeia de surtos e sabe-se lá o que poderia acontecer. SURTE, MAS SURTE DIREITO. Só quando precisar (...)". (sem qualquer destaque no original)
"(...) já pensei em te deixar, já olhei tantas vezes pro lado, mas quando penso em alguém é por você que fecho os olhos... sei que nunca fui perfeito, mas com você eu posso ser até eu mesmo, que você vai entender (...)".
"(...) David Rice é um "Jumper", alguém capaz de se teletransportar, podendo ir a qualquer lugar, a qualquer momento. Ele pode ver o Sol se pôr vinte vezes em um único dia, carregar a namorada ao redor do mundo em um piscar de olhos e apoderar-se de milhões de dólares em minutos. A vida de David sofre uma reviravolta quando ele percebe que está sendo implacavelmente perseguido por uma organização secreta com a missão de matar os "Jumpers". Ele se alia a outro garoto Jumper, e embarca em uma guerra que já vem sendo travada há milhares de anos. Caçado pelo mundo todo, aos poucos ele descobre uma verdade surpreendente sobre seu próprio passado e o de sua família. A odisséia global de David é o primeiro capítulo de uma aventura épica que vai do Meio Oeste americano às ruas de Tóquio, passando pelas ruínas de Roma (...)".
Não sou muito fã de ficção científica, mas este eu recomendo! É um filme do Doug Liman, o mesmo que dirigiu "A Identidade Bourne", e, ao menos pela fotografia, vale os noventa minutos...
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" (Antoine de Saint-Exupéry)
Li esse livro pela primeira vez quando tinha uns dez ou onze anos, e depois disso o reli várias vezes. Na verdade, acho que todo mundo, crianças, adolescentes e adultos, deveriam ler "O Pequeno Príncipe" pelo menos uma vez na vida! Mas não é exatamente sobre o livro que eu quero falar...
Há alguns dias, vi que minha prima alterou a mensagem que ela usava no MSN, que passou a ser a seguinte: "Tu te tornas responsável pelo que cativas." "Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que fez tua rosa tão importante."
Por conta disso, passei um tempo razoável divagando sobre o significado dessas frases... e, conseqüentemente, sobre a responsabilidade que nós temos sobre os sentimentos que despertamos nas pessoas. E cheguei à seguinte conclusão: NÓS NÃO SOMOS RESPONSÁVEIS PELOS SENTIMENTOS DE NINGUÉM!!! Pelo menos não de maneira absoluta! Não temos como controlar ou evitar que alguém nos ame ou nos odeie, ou que sinta qualquer coisa em relação à gente! MAS DEVEMOS SER RESPONSÁVEIS NO TRATO DE TAIS SENTIMENTOS, A PARTIR DO MOMENTO QUE DELES TOMAMOS CIÊNCIA, não alimentando ódio ou rancores, e também não alimentando falsas expectativas de amores que não serão correspondidos... ou seja, não somos responsáveis pelo que as pessoas sentem por nós, MAS NOS TORNAMOS RESPONSÁVEIS POR TODO O SOFRIMENTO QUE CAUSARMOS DELIBERADAMENTE A ESSAS PESSOAS EM VIRTUDE DE TAIS SENTIMENTOS!
Já com a segunda afirmação eu concordo plenamente: grande parte das coisas e das pessoas que conhecemos é fruto do modo como as vemos e como as tratamos, ou seja, do quanto nos dedicamos a elas. Nisso Saint-Exupéry estava coberto de razão... afinal, a beleza sempre está nos olhos de quem vê!
Na última sexta-feira, 26 de setembro, o cinema mundial perdeu um de seus maiores astros. Paul Leonard Newman nasceu em 26 de janeiro de 1925, em Cleveland, EUA, e atuou no cinema, no teatro e nos palcos da Broadway. Nos mais de 60 longas dos quais participou (e o meu preferido, de longe, é "Gata em Teto de Zinco Quente" , de 1958, que até parecia prever um pouco do drama pessoal vivido pelo ator fora das telas), Paul Newman foi indicado dez vezes ao Oscar, mas só ganhou a estatueta em 1987, por sua atuação em "A Cor do Dinheiro" , dirigido por Martin Scorcese (o que comprova a minha teoria de que a Academia é uma farsa e só premia quem quer!).
Mais do que o grande astro de olhos azuis, o mundo perdeu um homem que dedicou muito de sua vida (e do seu dinheiro) à caridade e às crianças com doenças graves, além de combater o uso das drogas por jovens no mundo inteiro após a perda de seu único filho homem (ele teve mais seis meninas), em 1978, vítima de uma overdose. Nos últimos dez anos, Newman investiu/doou mais de duzentos mil dólares a campanhas e instituições de caridade, de combate às drogas, ao câncer infantil e às crianças refugiadas de países em guerra. Dentre seu legado, destaca-se a fundação "Hole in de Wall Camps".
O cinema chora a perda de um astro, mas o mundo chora a perda de um ser humano que ainda se importava.
Nada contra a versão anterior, mas os vídeos do You Tube não cabiam direito naquele espaço, e aí era necessária aquela barrinha horrorosa pra poder ver a tela toda. Não gostava daquilo! De resto, a chatice continuará a mesma, garanto!
Neste final de semana, depois de alguns anos (a maternidade exige dedicação quase que integral!), consegui assistir a dois filmes no DVD sem que o Elias pedisse pra ver "Os Incríveis" ou outro desenho qualquer...
Assisti "Homem de Ferro", dirigido por Jon Favreau, e "Speed Racer", dos irmãos Wachowsky. E gostei muito de ambos (mas conste que ODIEI "Matrix")! Pra falar a verdade, eu já tinha visto "Speed Racer" no cinema...
O Robert Downey Jr. ficou excelente de Tony Stark (aliás, ele me pareceu o próprio, apesar de ter lido pouca coisa do "Homem de Ferro"). Mas sou suspeita pra falar dele desde que assisti "Chaplin"! Virei fã do cara! Mas vamos ao filme: o visual é bom, e, pra quem curtia quadrinhos, com certeza é uma boa pedida! E também tem o Jeff Bridges, que é sempre bom de ver na tela. Um filme pra quem, como eu, gosta dos super heróis que não tem super-poderes, mas só inteligência (e grana), como o Batman, que ainda é o melhor de todos (os sem poderes) na minha singela opinião.
Lembrando, só pra constar que eu também gosto do cara, que foi por causa do Matthew Murdock (o "Demolidor" (Daredevil)) que eu resolvi seguir a advocacia...
Ah! Me perdoem os fãs mais saudosistas do "Speed Racer", mas ACHEI O FILME O MÁXIMO, mesmo com as pistas a la Hot Wheels e a infinidade de cores na tela. O filme é ousado, no mínimo! A caracterização das personagens, pra mim, foi fantástica, e até a Christina Ricci ficou bem de Trixie. O Emile Hirsch ficou bem de Speed, e o Gorducho é muito engraçadinho, assim como o Zequinha! A Susan Sarandon dispensa comentários; ela é maravilhosa mesmo! De quebra tem ainda o Jonh Goodman, muito bom também. Mas, elenco à parte, gostei mesmo do filme; a seqüência do rali Casacristo é igual ao desenho, assim como a seqüência de luta que vem em seguida. Faltou o Carro-Mamute, mas não fez falta! Pode ser nostalgia, mas ouvir "Go, Go. Go, Speed Racer", pra mim, foi de arrepiar! É personalíssima a opinião, mas eu recomendo... pela magia da sétima arte!
"(...) o amor é como a flor que nasce e morre quando não se espera (...)" - Nelson Cavaquinho ("Amor Perfeito")
Como eu disse no meu primeiro post, sou extremamente musical. Ouço de tudo um pouco, adoro música romântica, e, com exceção de algumas coisas absolutamente ignoráveis, estou sempre disposta a ampliar o repertório do meu MP3. Papeando com um amigo no MSN há poucas horas, ele, que também gosta muito de música (e tem bom gosto), me enviou o link dessa canção do Nelson Cavaquinho, a qual, confesso, nunca tinha ouvido; aliás, conheço muito pouco do que ele escreveu e gravou. A letra é de uma simplicidade comovente, e a melodia te embala, e, como disse meu amigo, te deixa um pouco entorpecido. Ouvi a canção algumas vezes... procurei outras da mesma autoria (e que Deus abençõe o E-mule e o You-Tube!), e percebi quão grande é a qualidade da música brasileira. Vale a pena conferir!
Fê, em homenagem a mais uma das suas tantas, e sempre boas, indicações.
"(...) Uma cobra começou a perseguir um vaga-lume que só vivia para brilhar. Ele fugia rápido com medo da cobra, que nem pensava em desistir. O vaga-lume fugiu um dia, fugiu dois, e nada, a cobra não se cansava de perseguí-lo. No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e disse à cobra:
- Posso fazer três perguntas a você?
- Pode - respondeu a cobra.
- Por acaso faço parte de sua cadeia alimentar?
- Não.
- Já te fiz alguma coisa?
- Não.
- Então por que você quer tanto me comer?
- Porque não suporto ver você brilhar - foi a resposta da cobra (...)".
PENSEM NISSO E SELECIONEM EM QUEM CONFIAR. Existem pessoas positivas e negativas. As que querem ajudar e são conscientes de suas capacidades colaboram e torcem para que os colegas sejam reconhecidos e promovidos, desde que demonstrem brilho e capacidade. Mas nem todos são assim. Infelizmente, isso é fato! Algumas pessoas só pensam em destruir o que foi construído com esforço e dedicação; não querem ver o outro brilhar, pois a inveja faz parte de sua natureza!
"(...) Carol Bensimon nasceu em Porto Alegre, em 1982. Publicou contos em Zero Hora e nas revistas Ficções e Bravo!, entre outros periódicos. Atualmente, finaliza o seu mestrado em Escrita Criativa pela PUCRS, e embarca para o doutorado na Université Sorbonne Nouvelle, na área da Literatura Comparada. Seu romance, Sinuca embaixo d´água (lançamento previsto para 2009), foi contemplado com a Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Literária. Pó de parede é seu livro de estréia (...)".
Vou repetir o que disse à autora: li numa sentada! E recomendo a todos aqueles que curtem uma boa leitura! Parafraseando Paulo Scott, que apresenta o livro, "(...) Carol é a prova de que maturidade literária pouco tem a ver com a idade, e este seu Pó de Paredeé um dos melhores livros de estréia de autor brasileiro que tive a oportunidade de ler nos últimos anos (...)".
"(...) Holly Kennedy (Hilary Swank) é uma jovem bonita, feliz e realizada. Casou-se com o homem da sua vida, o divertido e apaixonado Gerry (Gerard Butler). Mas ele fica doente e morre, deixando Holly em estado de choque. Antes de falecer, Gerry deixa para a esposa uma série de cartas. Mensagens que surgem de forma surpreendente, sempre assinadas da mesma forma: "P.S. Eu Te Amo". A mãe de Holly, Patricia (Kathy Bates), e as melhores amigas dela, Sharon (Gina Gershon) e Denise (Lisa Kudrow), estão preocupadas, pensando que as cartas mantém a jovem presa ao passado. Mas não percebem que as cartas estão ajudando-a a aliviar sua dor e começar uma nova vida (...)".
Depois de ouvir alguns comentários bastante divergentes sobre o filme, dirigido por Richard LaGravanese (o mesmo diretor/roteirista de "Bem Amada", "O Encantador de Cavalos", "O Pescador de Ilusões", "As Pontes de Madison" e "O Jogo da Sedução"), e baseado na novela homônina da irlandesa Cecelia Ahern ("Onde Terminam os Arco-Íris"),finalmente o assisti neste final de semana. E, que me perdoem aqueles que não gostaram, mas achei simplesmente maravilhoso! Triste, sim, mas extremamente comovente. É o tipo de filme no qual você sai do cinema, ou da sala, no meu caso, com os olhos marejados, mas com um sorriso no rosto...
Pra mim, uma agradabilíssima surpresa! Uma pequena amostra de amor, altruísmo e realidade... na verdade, uma pequena amostra do ponto de encontro de tudo isso!
Outro ponto forte: a trilha sonora é show! E o Gerard Butler cantando "Love You ´til the End", do Darryl Hunt, é simplesmente imperdível!
Mas assistam, tirem suas próprias conclusões, e me contem depois. Por enquanto, vou tentar ler o livro, só pra verificar mais uma vez que as adaptações para o cinema não passam de sombras do que foi deixado no papel...
"(...) Em 1942, Charlotte Gray, uma jovem escocesa, parte para a França Ocupada, numa dupla missão - oficialmente, para cumprir uma aparentemente simples incumbência do grupo de operações especiais britânico, e não oficialmente, à procura do seu amor, um piloto inglês desaparecido em combate. À medida que a população da pequena localidade de Lavaurette se prepara para enfrentar o seu terrível destino, a dilacerante verdade sobre o que aconteceu nos "Anos Negros" é finalmente revelada (...)".
Só posso dizer duas coisas: a primeira é leiam... é envolvente, cativante! Sebastian Faulks consegue mesclar os eventos históricos e a trama da personagem com maestria. Depois assistam ao filme, que conta com a Cate Blanchett (maravilhosa!) no elenco. A segunda: obrigada pela indicação e pelo empréstimo do livro, Pati. Adoro você!
Ontem redescobri uma das razões que fazem do meu marido um homem especial, um homem de família. Depois de me buscar na Pós, o que ele faz todas as segundas e quartas-feiras, e de já ter deixado o Elias pronto pra dormir, fomos ao Cemitério da Vila Pires, em Santo André, por conta do falecimento do pai de um amigo muito querido; mas, como o corpo ainda não tinha sido liberado para o velório, voltamos pra casa. Já chegando, isso prá lá das onze horas da noite, em um dos semáforos da Avenida dos Estados, um casal jovem, com uma criança de não mais de três aninhos nos braços, e aparentemente bastante desesperado, nos pediu, não dinheiro, mas um litro de leite, porque, por conta de algum problema com a energia elétrica (não conseguimos entender direito porque o rapaz estava muito nervoso), haviam perdido tudo o que tinham, e, enquanto estavam ali, seu casal de gêmeos (ainda bebês) estavam com vizinhos. O rapaz pedia incessantemente para a moça ir ficar com os bebês; ela chorava. Como estávamos no carro, voltando pra casa, depois das onze horas da noite, e, óbvio, sem leite, demos R$.2,00 (dois reais) ao rapaz, que agradeceu emocionado enquanto os carros atrás de nós buzinavam para que atravessássemos o semáforo, já aberto. Seguimos nosso caminho, e comentávamos sobre aqueles que pedem sem necessidade ou inventam estórias, e sobre como é difícil identificar essas pessoas, de sorte que chegamos à conclusão de que, dada a "ajuda" ("esmola" é um termo terrível!), só resta a quem ajudou esperar, e torcer, para que sua atitude não tenha levado um garotinho de oito anos a comprar uma pedrinha de crack, por exemplo... Mas o Márcio estava preocupado com outra coisa, que sequer tinha passado pela minha cabeça: eram mais de onze horas da noite! Aonde aquele casal conseguiria comprar leite para os seus bebês?! Tentei argumentar com ele, dizendo que algumas padarias/bares/botecos/mercadinhos e afins, ficam abertos até à meia-noite. Mas não adiantou. Então, entramos na garagem do condomínio, ele desceu, buscou dois litros de leite em casa e, acreditem ou não, voltou pro carro pra tentar achar o casal e entregar o leite. Estávamos quase certos de que eles não estariam mais lá, mas ainda assim voltamos ao semáforo da Avenida dos Estados onde fomos interpelados pelos mesmos. De fato, o casal não estava mais lá, e os dois litros de leite acabaram voltando pra casa, mas o fato do Márcio ter entrado em casa, pego os litros de leite, e saído de novo atrás dos dois, já depois das onze e meia da noite, preocupado em COMO ELES CONSEGUIRIAM ALIMENTAR AQUELAS CRIANÇAS, foi o bastante pra me fazer relembrar uma das qualidades que fazem dele o ser humano especial que ele é: a generosidade; que se sobrepõe à porrada de defeitos que, como todos nós, ele também tem, mas que também faz com que eu o admire e me orgulhe dele ainda mais!
Se mais pessoas fossem assim, e não conseguissem lançar o olhar tão somente pro que têm em volta do próprio umbigo, com certeza viveríamos num mundo muito melhor!
E, finalmente, acabaram os Jogos Olímpicos. E em festa. Em um show de luzes, cores, música e desigualdade social. Apenas os chineses ricos tiveram acesso aos jogos e às comemorações que marcaram o início e o fim das Olimpíadas 2008. Nas ruas, os telões foram proibidos. Na TV, as imagens editadas. Nas ruas, o povo foi proibido de se manifestar em torcidas, a não ser que pedissem permissão para tanto... O governo chinês limitou as declarações da imprensa, proibiu qualquer manifestação de luto por parte dos atletas espanhóis (em virtude da recente tragédia aérea que matou mais de 150 (cento e cinqüenta) pessoas), e pior, tirou o povo das ruas, tirando-lhe assim, o direito de vibrar pelo seu país, pela sua bandeira, o direito de torcer pelos seus atletas e de ver, ainda que de longe, a arquitetura monumental e ostensiva das construções olímpicas, como o "Ninho dos Pássaros" e o "Cubo d´Água", realizadas, aliás, com o dinheiro que o regime trabalhista (quase escravocrata) que é imposto pelo governo chinês arrecada diariamente.
A China foi a campeã no quadro de medalhas, superando os Estados Unidos, mas, na minha modesta opinião, também foi campeã no quesito OPRESSÃO. E um povo oprimido, escravizado, encoberto por tecnologia e shows pirotécnicos, não é um povo feliz!
Não ganhamos tantas medalhas quanto gostaríamos, e concordo com quem disse que a maioria dos nossos atletas foi a Pequim fazer turismo, mas vibramos com cada uma delas, seja de bronze, prata ou ouro! Choramos com o Cesar Cielo e com a Maureen Maggi, e também com as meninas do vôlei, não só pelo ouro, mas pela superação, pela gana de vencer os próprios desafios... acordamos de madrugada pra ver os meninos perderem dos Estados Unidos, mas esperamos também pra ver a entrega da medalha de prata, merecida! E não critiquem os que acham que apenas o lugar mais alto do pódium vale alguma coisa... quando jogadas pela primeira vez, as Olimpíadas premiavam seus vencedores com ramos de louro, e não com metais preciosos... seu objetivo era celebrar e reverenciar os Deuses do Olimpo, e apenas atletas amadores participavam de tal celebração...
Vencer é bom, na verdade é ótimo, mas não pensemos apenas na cor das medalhas que ganhamos ou deixamos de ganhar; esse não é o espírito olímpico. Pensemos como a pequena Sophia (filhinha da Maureen Maggi): "Mamãe, mas eu queria a de prata"...
Há algum tempo eu já achava que o Brasil não era mais o país do futebol. Depois da derrota vexatória de ontem para a arqui-rival Argentina, por 3 x 0, tenho certeza! Para quem ganha mais de R$.19 milhões por ano, como o Ronaldinho Gaúcho, acredito que não importa a camisa, a pátria, o povo, a torcida... o que importa, na verdade, é decidir que conversível comprar ou que país da Europa será conhecido (se é que ainda existe algum!) nas próximas férias!
Meu pai, que viu o Pelé, o Garrincha e o Tostão jogarem, quase chorou! E para o povão, que deixou de fazer o que realmente importa para perder quase duas horas do seu tempo, as quais fizeram muita gente sair mais tarde do escritório, pra dar conta do que poderia ter sido realizado nesse tempo desperdiçado, sobra descontar no Dunga, que nada mais é do que um bode expiatório, um Judas a ser malhado pelos milhares de torcedores que acreditam (ainda) na Seleção Canarinho...
Pra mim, agora, o Brasil é o país do vôlei. Pode até ser que os caras também se preocupem somente com futilidades, mas, pelo menos, ganham os jogos e alegram a torcida, e, quem sabe, tirem da gente (pelo menos de mim), essa sensação de que nossos atletas foram à Pequim só pra fazer volume!
Aliás, alguém sabe onde posso encontrar uma camisa 7, do Giba, para usar até o final das Olimpíadas?!
É engraçado como as coisas mudam, como as pessoas mudam, como nosso jeito de ver a vida muda... resumindo, é engraçado como a gente muda. Eu nunca pensei em ter um blog... na verdade, achava que era uma tremenda bobagem! Até que, um dia, fuçando na Net (coisa que só agora ando fazendo com mais freqüência, por pura falta de conhecimento mesmo), vi que duas das pessoas mais inteligentes e interessantes que eu já conheci na vida tinham um blog, e me inspirei, porque o que elas escrevem é muito bom. Se elas me autorizarem, indico os blogs pra vocês; tenho certeza que vão achar o mesmo que eu!
Esse é o meu 1º post. O primeiro passo. Vamos ver no que vai dar daqui pra frente!
Por que "METAL CONTRA AS NUVENS"? Primeiro: o Renato Russo era um gênio (absolutamente mal compreendido!). Segundo porque uma estrofe dessa música (e eu sou extremamente musical - acho até que a vida deveria ter trilha sonora!!!) é, há muito tempo, o meu guia, e aí vai ela:
"Não me entrego sem lutar, tenho ainda coração; não aprendi a me render, que caia o inimigo então..."